Uma idosa de 87 anos diagnosticada com Alzheimer entrou na Justiça para que seus nove filhos contribuam financeiramente com os custos de seus cuidados e dividam pensão, em Valparaiso, Goiás. A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado de Goiás, que representa a mãe no processo.

Justiça determina pensão provisória para garantir cuidados com idosa com Alzheimer e reduzir sobrecarga da filha responsável. Foto: Freepik.
Justiça determina pensão provisória para garantir cuidados com idosa com Alzheimer e reduzir sobrecarga da filha responsável. Foto: Freepik.

Uma idosa de 87 anos diagnosticada com Alzheimer entrou na Justiça para que seus nove filhos contribuam financeiramente com os custos de seus cuidados e dividam pensão, em Valparaiso, Goiás. A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado de Goiás, que representa a mãe no processo.

Segundo o órgão, apenas uma filha, de 59 anos, é responsável pelos cuidados diários da idosa há sete anos. A defensoria informou que o pedido judicial foi protocolado em 30 de janeiro e solicita o pagamento de pensão alimentícia mensal no valor de R$ 4.554, a ser dividido entre os nove irmãos.

Em decisão preliminar, a Vara de Família e Sucessões determinou que o valor seja pago provisoriamente para garantir assistência adequada à idosa. No documento, a Justiça destacou que a medida é necessária não apenas para assegurar os cuidados contínuos, mas também para preservar a saúde física e mental da filha que presta assistência exclusiva à mãe.

De acordo com o processo, mãe e filha sobrevivem com dois salários mínimos, e o apoio dos demais filhos ocorre de forma esporádica. A decisão judicial também estabeleceu prazo de 15 dias para que os irmãos informem se aceitam participar de audiência de conciliação.

Sobrecarga e estado de saúde

A defensoria informou que a filha decidiu buscar ajuda após incentivo de vizinhos e do médico geriatra que acompanha a idosa. Além do Alzheimer em estágio quatro, a mulher apresenta osteoporose e transtorno de personalidade histriônico, o que exige cuidados permanentes.

Sem conseguir realizar atividades básicas sozinha, a idosa encontra-se acamada e depende integralmente da filha. Paralelamente, a cuidadora enfrenta tratamento contra câncer de mama, o que tem dificultado a continuidade do próprio acompanhamento médico.

Segundo a defensoria, a sobrecarga acumulada ao longo dos anos tem afetado diretamente a saúde e o bem-estar da filha, que relatou dificuldades para comparecer a consultas médicas devido à falta de apoio dos irmãos.

Custos com cuidados especializados

Para garantir assistência adequada, a família pretende contratar três cuidadoras para revezamento durante toda a semana. O custo estimado do serviço corresponde exatamente ao valor da pensão determinado pela Justiça.

Ainda conforme a defensoria, a medida judicial busca assegurar condições mínimas de dignidade e proteção à idosa, além de dividir as responsabilidades entre os filhos, conforme previsto na legislação brasileira sobre dever familiar de cuidado com pais em situação de vulnerabilidade.

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