O deputado estadual por São Paulo, Paulo Mansur (PL), pediu por prisão domiciliar a ao ex-presidente Jair Bolsonaro, anistia pelos condenados do 8 de janeiro e ressaltou as manifestações políticas como atos simbólicos com finalidade de protesto para debater pautas.
O deputado estadual por São Paulo, Paulo Mansur (PL), avaliou a importância de uma prisão domiciliar humanitária para garantir a saúde e o tratamento adequado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha, em Brasília, desde o mês de janeiro.
Criador do movimento #BolsonaroEmCasa, ao lado do deputado federal Mário Frias (PL-SP), o parlamentar estadual deu entrevista exclusiva ao portal BacciNotícias e garantiu que a proposta reúne assinaturas e tem força para retomar o assunto à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), que vê a defesa do ex-presidente insistir na medida.
“O abaixo-assinado já ultrapassou 100 mil assinaturas e continua crescendo diariamente. Isso mostra que a mobilização não é artificial, e sim popular e espontânea. Criei o movimento [junto do Mário Frias] que ficou quatro dias entre as principais hashtags do Brasil e também entre as mais comentadas do mundo. Isso demonstra a força da mobilização”, comentou.
# Bolsonaro EmCasa
Bolsonaro cumpre prisão em regime fechado desde que foi detido preventivamente, no dia 22 de novembro, por violar a tornozeleira eletrônica. Inicialmente, o ex-presidente permaneceu na Superintendência da Polícia Federal (PF) até 15 de janeiro, quando foi transferido para a Papudinha, ambas na capital federal.
Desde então, a saúde do ex-chefe do Executivo entrou em pauta, com um acidente doméstico sofrido dentro da cela onde sofreu uma lesão na cabeça, procedimento cirúrgico para corrigir hérnia inguinal bilateral, crises de soluço e possibilidade de broncoaspiração, entre outros cuidados médicos levados em conta.
“No final de fevereiro, vamos protocolar oficialmente todas as assinaturas. O que as pessoas pedem é humanidade, respeito às garantias legais e equilíbrio. O debate precisa acontecer dentro do Estado de Direito”, ressaltou Mansur.
Pedido de anistia “nunca deixou de existir”, afirma deputado
Enquanto medidas como o movimento pró-domiciliar a Bolsonaro segue sob discussão, o deputado revelou também que uma das principais pautas debatidas pela direita desde 2025 é mais um assunto que ainda não teve a página virada: a anistia política aos condenados do 8 de janeiro de 2023.
Ainda segundo ele, as análises e julgamentos precisam ser criteriosos. “A pauta nunca deixou de existir. “O que defendemos é que haja análise individualizada e respeito às garantias constitucionais. Democracia também significa direito à manifestação e proporcionalidade nas punições. O Brasil precisa virar essa página com responsabilidade, equilíbrio e justiça”, justificou.
Manifestações e apoio popular a Bolsonaro
Paulo Mansur também foi um dos responsáveis pela onda de manifestações políticas da direita no mês de janeiro. No mesmo dia 25 em que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) organizou as ações em Brasília, após a caminhada pela justiça e liberdade, o parlamentar estadual comandou protestos na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).
“A mobilização do Nikolas impulsionou ainda mais o movimento em São Paulo. Houve uma sinergia. E o resultado foi uma Avenida Paulista cheia, com pessoas pedindo justiça e respeito às garantias legais”, contou.
O deputado revelou que os atos mostram um alinhamento na sociedade. “Isso mostra que existe um sentimento real na sociedade. Não é algo isolado. É um movimento que nasceu nas redes, ganhou as ruas e continua crescendo”, disse.
