A perícia confirmou que a arma utilizada no ataque em Itumbiara pertencia legalmente ao secretário Thales Machado, que possuía registro ativo na Polícia Federal. No local do crime, além da pistola, foram apreendidos galões de combustível, sugerindo que o autor pretendia incendiar o imóvel após atingir os filhos. O quadro clínico do sobrevivente de 8 anos é crítico, com o início dos protocolos médicos para morte cerebral.
A Polícia Civil de Goiás confirmou que a pistola utilizada pelo secretário de governo Thales Machado para balear os dois filhos e cometer suicídio era de sua propriedade. Trata-se de uma pistola Glock G25, calibre .380, devidamente registrada junto à Polícia Federal. O secretário possuía o certificado de posse de arma de fogo ativo, o que lhe permitia manter o armamento em sua casa de forma legal.
Tentativa de socorro
Segundo informações do portal ‘Mais Goiás‘, o resgate das crianças ocorreu após duas pessoas conhecidas da família se deslocarem ao condomínio, alertados por mensagens publicadas pelo secretário em redes sociais, nas quais ele antecipava a intenção de atentar contra a própria vida e a dos menores.
Ao chegarem ao local, essas pessoas encontraram um cenário que sugere que o plano do secretário poderia ter sido ainda mais destrutivo. Além dos disparos, a Polícia Militar identificou um forte odor de combustível no imóvel e apreendeu dois galões de gasolina, com cerca de cinco litros cada, indicando que o autor possivelmente planejava incendiar a residência.
Investigações
O inquérito de investigação também analisa o comportamento do secretário nas horas que antecederam a tragédia. Na noite da última quarta-feira (11), Thales Machado compartilhou vídeos que retratavam uma rotina familiar, com registros de um dos filhos em atividades esportivas e o outro em momento de estudo. As imagens foram acompanhadas por legendas afetuosas, o que agora é visto pelos investigadores como uma possível dissimulação ou um estado de confusão emocional extrema antes da execução do crime.
A Polícia Civil mantém as oitivas para traçar o perfil psicológico do secretário e concluir o inquérito.
O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo pode ser o primeiro passo. Se notar comportamentos suicidas, procure ajuda médica especializada. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo telefone 188.
