A Polícia Civil do RS interrompeu o velório de um jovem de 20 anos em Encantado após constatar que o corpo não havia passado por necropsia, obrigatória em mortes por acidente. Jeferson Führ morreu depois de sofrer um choque elétrico durante um serviço de manutenção. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu. A funerária afirmou que não teve responsabilidade pelo erro.
Investigadores da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul interromperam, nesta quinta-feira (12), o velório de um jovem em Encantado, na Região dos Vales. A medida foi tomada após a constatação de que o corpo de Jeferson Rodrigues Führ, de 20 anos, não havia sido submetido à necropsia, procedimento obrigatório em casos de morte por acidente.
O jovem morreu na quarta-feira (10) depois de sofrer um choque elétrico enquanto realizava um serviço de manutenção, segundo relatos de testemunhas. A Brigada Militar chegou a socorrê-lo e o encaminhou com vida ao Hospital de Encantado, mas ele não resistiu.
A delegada Dieli Caumo explicou que mortes decorrentes de acidentes precisam, obrigatoriamente, passar por exame pericial antes da liberação do corpo. Como isso não havia ocorrido, os investigadores determinaram a interrupção do velório para que os procedimentos legais fossem cumpridos.
O corpo havia sido liberado pela funerária sem a realização da necropsia porque o óbito não tinha sido registrado previamente na Polícia Civil.
Pronunciamento da funerária
Em nota divulgada nas redes sociais, a Funerária Arezi afirmou que não teve responsabilidade pelo ocorrido. A empresa declarou que o protocolo habitual foi prejudicado por falta de apoio dos órgãos públicos responsáveis pelo atendimento inicial e que sua prioridade sempre foi respeitar a família e os presentes durante o velório. Segundo a funerária, os procedimentos pendentes seriam refeitos conforme as orientações das autoridades.
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