O período de carnaval, marcado por festas, blocos de rua e grande circulação de pessoas, também costuma registrar aumento nos casos de fraudes financeiras. Especialistas alertam que práticas criminosas, como troca de cartões, clonagem de dados e venda de ingressos falsos, são recorrentes durante a folia e podem causar prejuízos significativos.
O período de carnaval, marcado por festas, blocos de rua e grande circulação de pessoas, também costuma registrar aumento nos casos de fraudes financeiras. Especialistas alertam que práticas criminosas, como troca de cartões, clonagem de dados e venda de ingressos falsos, são recorrentes durante a folia e podem causar prejuízos significativos.
Um exemplo ocorreu com o médico Caio Franco, de 29 anos, durante um bloquinho na região da Bela Vista, em São Paulo. Ele suspeita que teve o cartão trocado ao comprar uma bebida com um vendedor ambulante. Após a situação, foram realizadas diversas compras indevidas que somaram mais de R$ 16 mil.
Como as transações foram feitas presencialmente e com uso de senha, a contestação junto à instituição financeira se tornou mais difícil. O folião chegou a entrar com processo judicial, mas não conseguiu reverter o prejuízo após mais de um ano de disputa.
Cuidados com cartões e pagamentos
De acordo com Felipe Paniago, fundador da plataforma Reclame Aqui, algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos de fraude.
Segundo ele, é fundamental evitar entregar o cartão para terceiros em locais movimentados, conferir sempre o valor exibido na maquininha e observar possíveis alterações no equipamento. Também há registros de cobranças duplicadas com alegação falsa de erro na transação e golpes com maquininhas adulteradas para roubo de dados.
Outra orientação é priorizar o uso de dinheiro em espécie em situações mais informais e manter o celular protegido, já que aparelhos também podem ser alvos de criminosos.
Golpes envolvendo PIX
Os pagamentos instantâneos também estão entre os principais alvos de fraude. Criminosos utilizam QR Codes falsos para direcionar transferências a contas fraudulentas.
Entre as recomendações de segurança estão ativar biometria ou senha para confirmar transferências, verificar os dados do recebedor antes de concluir a operação e estabelecer limites baixos para pagamentos por aproximação. Manter aplicativos bancários protegidos por autenticação adicional também ajuda a evitar prejuízos.
Venda de ingressos falsos preocupa foliões
Outro golpe frequente envolve a comercialização de abadás e ingressos falsos para camarotes e festas privadas. A jornalista Alice Gomes, de 42 anos, foi vítima desse tipo de fraude após receber uma oferta de camarote no Sambódromo do Rio de Janeiro, divulgada por meio do Instagram.
Ela pagou R$ 3 mil pelo acesso, mas descobriu posteriormente que o ingresso era falso. O perfil que realizou a venda foi excluído e ela acabou bloqueada pelo golpista.
Especialistas recomendam adquirir ingressos apenas por canais oficiais e desconfiar de ofertas com valores muito abaixo do mercado ou que exijam pagamento exclusivo via transferência ou PIX.
O aumento de fraudes durante o carnaval reforça a importância da atenção dos foliões. Pequenos cuidados, como verificar valores antes de pagar e utilizar canais confiáveis para compras, podem evitar que a festa termine em prejuízo financeiro.
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