A deputada federal Erika Hilton (PSOL) atraiu todos os olhares na passarela do Samba em São Paulo na noite desta sexta-feira (13). Integrando o desfile da Mocidade Unida da Mooca, a parlamentar surgiu como destaque central usando uma faixa de “presidenta”, simbolizando o desejo da agremiação de ver o Brasil governado por uma mulher negra no futuro.

Erika Hilton || Reprodução: Redes Sociais
Erika Hilton || Reprodução: Redes Sociais

A deputada federal Erika Hilton (PSOL) atraiu todos os olhares na passarela do Samba em São Paulo na noite desta sexta-feira (13). Integrando o desfile da Mocidade Unida da Mooca, a parlamentar surgiu como destaque central usando uma faixa de “presidenta”, simbolizando o desejo da agremiação de ver o Brasil governado por uma mulher negra no futuro.

O Enredo e a Homenagem

A escola levou para o Anhembi o enredo “Gèlèdés – Agbára Obìnrin”, uma homenagem direta ao Geledés – Instituto da Mulher Negra. Fundada em 1988 por nomes como Sueli Carneiro, a organização é um marco na defesa dos direitos humanos e no combate ao racismo e sexismo no país.

Para Erika Hilton, a passarela é mais um espaço de luta.

“Acho que o Carnaval é uma festa que tem um viés político”, declarou a parlamentar durante a concentração.

Trincheiras Brasileiras

A deputada desfilou no terceiro carro alegórico da escola, intitulado “Trincheiras brasileiras – mulheres negras e revoluções”. Além de Erika, o carro reuniu outras figuras exponenciais da cultura e do ativismo negro, como a escritora Conceição Evaristo, a artista visual Rosana Paulino e a empresária Eliane Dias.

Simbolismo de Poder e Saudade

O ponto alto da alegoria foi a representação de uma mãe de santo como figura presidencial, portando uma bandeira com o rosto de Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018. Com os dizeres “Marielle Presente!”, o desfile reforçou o clamor por justiça e a ocupação de espaços de poder por mulheres negras na política brasileira.

A Mocidade Unida da Mooca, com este desfile, reafirma sua tradição de levar temas sociais e históricos para a avenida, unindo a ancestralidade das tradições africanas com a pauta contemporânea dos direitos civis.

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