O vereador Diego Vieira negou as acusações de oferecer dinheiro a adolescentes por sexo e disse ser vítima de “armação política”. A declaração foi feita em vídeo divulgado após o início das investigações. Polícia Civil e Ministério Público apuram as denúncias registradas pelas famílias.

Diego Vieira se pronunciou pela primeira vez. Foto: Instagram
Diego Vieira se pronunciou pela primeira vez. Foto: Instagram
O vereador Diego Vieira (PRD), de 31 anos, de Praia Grande, no litoral de São Paulo, negou as acusações de oferecer dinheiro a adolescentes em troca de favores sexuais e afirmou que é alvo de perseguição política. O parlamentar se manifestou publicamente após o caso vir à tona e passar a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Em vídeo divulgado por meio do WhatsApp, Vieira afirmou que não cometeu os crimes e disse que a situação faz parte de uma tentativa de prejudicá-lo politicamente. “Eu sou inocente e nós vamos provar isso. Estou sendo vítima de uma armação política rasteira. Tentaram tirar o meu mandato recentemente na Justiça Eleitoral e nós vencemos. Agora, querem acabar com a minha imagem”, declarou em vídeo divulgado pelo Metrópoles.

As investigações começaram após os pais de dois adolescentes, de 15 e 16 anos, registrarem boletins de ocorrência. Segundo os relatos, o vereador teria feito propostas com conotação sexual e oferecido dinheiro aos jovens. As abordagens teriam ocorrido principalmente por meio das redes sociais.

De acordo com a advogada que representa as famílias, existe a suspeita de que outros adolescentes também tenham sido contatados. Ela orienta que pais e responsáveis procurem as autoridades caso identifiquem situações semelhantes, para que novos relatos sejam incluídos no inquérito.

Mais detalhes  sobre o caso do vereador Diego Vieira

Segundo as denúncias, as mensagens incluíam ofertas em dinheiro, com valores que variam entre R$ 50 e R$ 200, além de promessas de presentes e ingressos. Parte das conversas foi registrada pelas vítimas por meio de gravações da tela do celular e encaminhada às autoridades.

A Polícia Civil realiza perícia nos aparelhos eletrônicos e segue com a apuração do caso. O Ministério Público acompanha o andamento das investigações e poderá adotar medidas com base nas conclusões do inquérito.

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