O naufrágio aconteceu na região do Encontro das Águas, em Manaus, transportando dezenas de passageiros. Pedro José havia sido preso em flagrante no dia do acidente, mas foi liberado após pagamento de fiança

Comandante da lancha Ajato Lima de Abreu, Pedro José da Silva Gama (Foto: Reprodução)
Comandante da lancha Ajato Lima de Abreu, Pedro José da Silva Gama (Foto: Reprodução)

A Justiça do Amazonas determinou a prisão preventiva de Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, comandante da lancha Ajato Lima de Abreu, responsável pelo naufrágio ocorrido na sexta-feira (13) na região do Encontro das Águas, em Manaus. Com a nova decisão judicial, Pedro José passou a ser considerado foragido, já que não se apresentou às autoridades.

O comandante havia sido preso em flagrante no dia do acidente, mas foi liberado poucas horas depois após pagamento de fiança no valor de R$ 16 mil. A juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto, ao decretar a prisão preventiva, destacou a necessidade de garantir a ordem pública e assegurar o cumprimento da lei penal.

O mandado prevê que, assim que localizado, Pedro José seja recolhido em qualquer unidade prisional. A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, informou que já está tomando as medidas necessárias para localizar e prender o comandante.

O acidente envolveu dezenas de passageiros que viajavam para o interior do estado. Autoridades seguem investigando as circunstâncias do naufrágio. A Marinha do Brasil abriu um inquérito administrativo para apurar as causas do acidente, enquanto a Polícia Civil investiga possíveis casos de negligência ou imprudência por parte do comandante e da empresa responsável pela embarcação.

Relembre o caso

Um grave acidente fluvial ocorreu na tarde desta sexta-feira (13) na região do Encontro das Águas, em Manaus, quando uma lancha de pequeno porte naufragou em uma área conhecida pelo intenso tráfego de embarcações e pelas fortes correntes.

Imagens feitas logo após o incidente mostram passageiros na água, próximos à confluência entre o Rio Solimões e o Rio Negro. Sobreviventes utilizavam coletes salva-vidas e se mantinham próximos uns dos outros para evitar serem arrastados pela correnteza.

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