O incidente com a fantasia de Virginia Fonseca na Grande Rio trouxe à tona o histórico de falhas técnicas enfrentadas por outras famosas na passarela do samba. Nomes como Sabrina Sato e Dani Sperle já passaram por situações de risco envolvendo o deslocamento de adereços e peças íntimas durante o desfile. O retrospecto evidencia os desafios de aliar o peso das fantasias de luxo à resistência física exigida pela apresentação.
O recente episódio envolvendo a influenciadora Virginia Fonseca em sua estreia desfilando como Rainha de Bateria pela Grande Rio, reacendeu o debate sobre os riscos e a complexidade das fantasias de Carnaval. Durante o desfile na Marquês de Sapucaí, a influenciadora enfrentou o descolamento de seu tapa-sexo e precisou descartar um costeiro de 12 kilos devido a dores intensas. O caso, que, repercutiu nas redes sociais, soma-se a uma lista de registros de outras famosas que passaram pelo mesmo sufoco na avenida.
Ao longo dos anos, nomes como Sabrina Sato e Dani Sperle também protagonizaram momentos em que o figurino exigiu improviso e resistência física diante do público e dos jurados.
Improvisos e desafios durante os desfiles
A apresentadora Sabrina Sato, veterana do Carnaval, viveu uma situação de desconforto em 2014, enquanto desfilava pela Vila Isabel. Na ocasião, o maiô cavado utilizado pela rainha acabou cedendo durante a movimentação com a bateria, deixando o tapa-sexo visível. Sabrina foi alertada sobre a falha técnica ainda no primeiro recuo da bateria e passou parte da apresentação realizando ajustes manuais na peça para evitar a exposição completa. Naquele ano, a artista também lidava com o peso de um costeiro de 10 kilos, carga similar utilizada por Virginia Fonseca neste ano.

Sabrina Sato em desfile no Carnaval de 2014 || Reprodução: Site EGO
Outro caso envolveu Dani Sperle, que se ganhou notoriedade pelo uso de peças minúsculas durante os desfiles de Carnaval. A modelo chegou a utilizar um tapa-sexo de apenas 2,5 centímetros, o menor já registrado na história do sambódromo carioca. A estratégia, embora planejada para gerar impacto visual, exigia precisão absoluta na fixação para evitar incidentes durante a evolução na passarela.
Problemas técnicos e decisões de última hora
Em 2018, Janaína Guerra, destaque da Renascer de Jacarepaguá, precisou recorrer ao improviso para garantir que a escola não fosse penalizada. Após o rompimento de seu tapa-sexo, a passista utilizou um biquíni de emergência e realizou parte do trajeto segurando a peça para manter a composição da fantasia. No mesmo ano, em São Paulo, Tarine Lopes, da X-9 Paulistana, enfrentou o mesmo problema antes de entrar na avenida e precisou completar o desfile mantendo uma das mãos sobre a peça deslocada.

À esquerda Dani Sperle – No centro Janaína Guerra – À direita Tarine Lopes || Imagens/Reprodução: Internet
Diferente das falhas acidentais, o ano de 2016 registrou um caso de ruptura por protesto. Ju Isen, então musa da Unidos do Peruche, planejava utilizar um tapa-sexo como manifestação política. Impedida pela diretoria da agremiação de seguir com o adereço, a modelo retirou a fantasia em plena avenida, o que resultou em sua expulsão imediata do sambódromo e em sanções para a escola de samba paulistana.

Fantasia de Ju Isen para o Carnaval de 2016 || Reprodução: Site EGO
A fragilidade do adereço
Os incidentes registrados por Virginia Fonseca e suas antecessoras evidenciam a fragilidade das estruturas sob a tensão do samba. A utilização de colas especiais, fitas adesivas de alta aderência e estruturas de sustentação metálicas nem sempre é suficiente para suportar o esforço físico exigido durante todo o desfile.
