O incidente com a fantasia de Virginia Fonseca na Grande Rio trouxe à tona o histórico de falhas técnicas enfrentadas por outras famosas na passarela do samba. Nomes como Sabrina Sato e Dani Sperle já passaram por situações de risco envolvendo o deslocamento de adereços e peças íntimas durante o desfile. O retrospecto evidencia os desafios de aliar o peso das fantasias de luxo à resistência física exigida pela apresentação.

À esquerda Sabrina Sato desfilando na Vila Isabem em 2014 - No centro Virginia Fonseca em ensaio com fantasia para o desfile em 2026 - À direita Ju Isen em protesto no Carnaval de 2016 || Imagens/Reprodução: Site EGO/Redes Sociais
À esquerda Sabrina Sato desfilando na Vila Isabem em 2014 - No centro Virginia Fonseca em ensaio com fantasia para o desfile em 2026 - À direita Ju Isen em protesto no Carnaval de 2016 || Imagens/Reprodução: Site EGO/Redes Sociais

O recente episódio envolvendo a influenciadora Virginia Fonseca em sua estreia desfilando como Rainha de Bateria pela Grande Rio, reacendeu o debate sobre os riscos e a complexidade das fantasias de Carnaval. Durante o desfile na Marquês de Sapucaí, a influenciadora enfrentou o descolamento de seu tapa-sexo e precisou descartar um costeiro de 12 kilos devido a dores intensas. O caso, que, repercutiu nas redes sociais, soma-se a uma lista de registros de outras famosas que passaram pelo mesmo sufoco na avenida.

Ao longo dos anos, nomes como Sabrina Sato e Dani Sperle também protagonizaram momentos em que o figurino exigiu improviso e resistência física diante do público e dos jurados.

Improvisos e desafios durante os desfiles

A apresentadora Sabrina Sato, veterana do Carnaval, viveu uma situação de desconforto em 2014, enquanto desfilava pela Vila Isabel. Na ocasião, o maiô cavado utilizado pela rainha acabou cedendo durante a movimentação com a bateria, deixando o tapa-sexo visível. Sabrina foi alertada sobre a falha técnica ainda no primeiro recuo da bateria e passou parte da apresentação realizando ajustes manuais na peça para evitar a exposição completa. Naquele ano, a artista também lidava com o peso de um costeiro de 10 kilos, carga similar utilizada por Virginia Fonseca neste ano.

Sabrina Sato em desfile no Carnaval de 2014

Sabrina Sato em desfile no Carnaval de 2014 || Reprodução: Site EGO

Outro caso envolveu Dani Sperle, que se ganhou notoriedade pelo uso de peças minúsculas durante os desfiles de Carnaval. A modelo chegou a utilizar um tapa-sexo de apenas 2,5 centímetros, o menor já registrado na história do sambódromo carioca. A estratégia, embora planejada para gerar impacto visual, exigia precisão absoluta na fixação para evitar incidentes durante a evolução na passarela.

Problemas técnicos e decisões de última hora

Em 2018, Janaína Guerra, destaque da Renascer de Jacarepaguá, precisou recorrer ao improviso para garantir que a escola não fosse penalizada. Após o rompimento de seu tapa-sexo, a passista utilizou um biquíni de emergência e realizou parte do trajeto segurando a peça para manter a composição da fantasia. No mesmo ano, em São Paulo, Tarine Lopes, da X-9 Paulistana, enfrentou o mesmo problema antes de entrar na avenida e precisou completar o desfile mantendo uma das mãos sobre a peça deslocada.

À esquerda Dani Sperle - No centro Janaína Guerra - À direita Tairine || Imagens/Reprodução: Internet

À esquerda Dani Sperle – No centro Janaína Guerra – À direita Tarine Lopes || Imagens/Reprodução: Internet

Diferente das falhas acidentais, o ano de 2016 registrou um caso de ruptura por protesto. Ju Isen, então musa da Unidos do Peruche, planejava utilizar um tapa-sexo como manifestação política. Impedida pela diretoria da agremiação de seguir com o adereço, a modelo retirou a fantasia em plena avenida, o que resultou em sua expulsão imediata do sambódromo e em sanções para a escola de samba paulistana.

Fantasia de Ju Isen para o Carnaval de 2016 || Reprodução: Site EGO

Fantasia de Ju Isen para o Carnaval de 2016 || Reprodução: Site EGO

A fragilidade do adereço

Os incidentes registrados por Virginia Fonseca e suas antecessoras evidenciam a fragilidade das estruturas sob a tensão do samba. A utilização de colas especiais, fitas adesivas de alta aderência e estruturas de sustentação metálicas nem sempre é suficiente para suportar o esforço físico exigido durante todo o desfile.

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