A atriz Suzana Alves desabafou em suas redes spcoaos sobre sua transição de símbolo sexual a cristã evangélica, criticando a natureza sedutora do Carnaval e da fama. Ao relembrar seu desfile como rainha de bateria em 1999, ela afirmou que o prazer do reconhecimento público é passageiro e pode ser espiritualmente prejudicial. Atualmente, Suzana defende uma vida reservada e focada no equilíbrio religioso, distanciando-se da personagem Tiazinha.

Suzana Alves relembra época da Tiazinha || Reprodução: Redes Sociais
Suzana Alves relembra época da Tiazinha || Reprodução: Redes Sociais

A atriz Suzana Alves, que ficou famosa no final da década de 90 com a personagem Tiazinha, utilizou suas redes sociais, para compartilhar uma reflexão profunda sobre sua trajetória. Hoje dedicada à fé evangélica, a atriz relembrou o período em que atuou como Rainha de Bateria e símbolo do Carnaval, manifestando arrependimento em relação à exposição daquela época.

Em 1999, Suzana protagonizou um dos momentos mais marcantes da Marquês de Sapucaí ao desfilar pela escola de samba Tradição. O impacto de sua presença, caracterizada com a máscara e o chicote da personagem, foi tamanho que a agremiação enfrentou dificuldades na evolução, culminando em perda de pontos e posterior rebaixamento.

O impacto da fama

Em seu relato, Suzana descreveu a sensação de estar no centro das atenções durante o auge do sucesso. Ela detalhou como a energia do público e a visibilidade midiática exerciam um fascínio que, segundo sua visão atual, alimentava apenas desejos superficiais.

Há 27 anos atrás, no dia 16 de fevereiro de 1999, eu me tornei um ícone nacional. Foi no carnaval, na Avenida, foi ali no Sambódromo, na Sapucaí, que a Tiazinha ganhou o Brasil. A Avenida parou. A escola perdeu pontos e foi rebaixada por tanto alvoroço. Eu estava lá. Rainha de bateria. Depois, nos anos seguintes, no topo do carro alegórico. Milhões de pessoas me olhando, aquela energia, aquela vibração, uma sensação arrebatadora“, recordou Suzana.

Assista o vídeo:

Sobre a sedução do estrelato, a atriz completou:

É intenso, magnético, sedutor ser vitrine, ser o centro. Sim, é gostoso. As coisas da carne mexem com o nosso desejo e a gente gosta desse prazer. O ego se alimenta disso. A carne se fortalece. Você quase se sente adorada, mas nem todo arrepio vem da onde deveria vir“.

Transição para o evangelho

Convertida ao cristianismo há mais de duas décadas, Suzana Alves estabeleceu um paralelo entre as sensações vividas no palco e a paz que afirma ter encontrado na religião. Ela descreveu o ambiente do Carnaval e da fama como espaços de ilusão, onde o prazer momentâneo mascararia perigos espirituais.

A presença do Espírito Santo é completamente diferente de tudo. Ela vem de Deus. O mal não se apresenta assustador. Ele se apresenta prazeiroso. Oferece brilho, aplausos, ele oferece a sensação de poder. Mas eu aprendi algo profundo nesse lugar: o que exalta o ego, pode sufocar a alma. Quantas noites vivendo de pesadelos na época“, revelou.

O distanciamento do passado

Ela finalizou o relato dizendo sobre os ensinamentos bíblicos e na defesa de um estilo de vida mais conservador e focado na espiritualidade. Para Suzana, a euforia das passarelas não se compara à estabilidade emocional e religiosa que buscou ao longo dos últimos 21 anos.

A Bíblia diz assim: há caminho que ao homem parece direito. Mas o fim dele conduz à morte. O que parece vida, pode ser ilusão. Liberdade, pode ser prisão. Eu vivi dentro dessa situação. Eu sei o que eu vi, lá em cima, daquele carro alegórico ou no chão, como rainha de bateria. Eu senti a euforia. Eu conheço o auge. E hoje eu posso dizer com consciência espiritual. Porque, mais que alimentar minha carne, eu venho, nesses 21 anos, buscando o equilíbrio e o alimento espiritual. O aplauso da Avenida passa, assim como os prazeres momentâneos. E, entre o frio da barriga do palco e a paz no espírito, eu escolho a paz, eu escolho ser ‘antiquada’. Eu escolho viver ‘em conserva’”, finalizou.

Suzana Alves relembra época da Tiazinha || Reprodução: Redes Sociais

Suzana Alves relembra época da Tiazinha || Reprodução: Redes Sociais

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