Uma adolescente de 17 anos foi vítima de tortura, mantida em cárcere privado e teve os dedos de ambas as mãos decepados em Porto Alegre, em um crime de facção. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), o ataque foi motivado por uma postagem da jovem nas redes sociais exibindo sinais de uma facção rival.

Policiais civis cumprem mandados de prisão temporária contra integrantes de facção suspeitos de torturar adolescente em Porto Alegre. Foto: Divulgação/PCRS.
Policiais civis cumprem mandados de prisão temporária contra integrantes de facção suspeitos de torturar adolescente em Porto Alegre. Foto: Divulgação/PCRS.

Uma adolescente de 17 anos foi vítima de tortura, mantida em cárcere privado e teve os dedos de ambas as mãos decepados em Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), o ataque foi motivado por uma postagem da jovem nas redes sociais exibindo sinais de uma facção rival.

O crime ocorreu em 5 de janeiro, quando a adolescente foi sequestrada em via pública e levada para um local fechado. Durante o período de cárcere, sofreu agressões físicas severas, mutilações e arrancamento de cabelos.

A delegada Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), afirmou que os ferimentos e a mutilação serviram como punição simbólica da facção.

Prisões e operação contra crime de facção

Na manhã desta quinta-feira (19), a PCRS cumpriu sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária na zona leste de Porto Alegre. Entre os quatro suspeitos, um foi preso em flagrante e três em prisão temporária.

O investigado detido em flagrante, além de tortura, foi indiciado por tráfico de drogas. Um dos outros suspeitos possuía condenação definitiva por receptação. Durante a operação, chamada Operação Vox, foram apreendidos drogas e aparelhos celulares, além da mobilização de 50 policiais civis e 20 viaturas, com apoio da 2ª DPCA, Divisão da Criança e Adolescente (Deca), Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) e Departamento de Polícia Metropolitana.

De acordo com a polícia, o crime de facção ainda está sendo investigado, mas há indícios de que a motivação esteja relacionada à publicação de símbolos de facções rivais nas redes sociais. A delegada reforçou que casos como esse mostram o impacto das ações de facções sobre adolescentes e a necessidade de proteção de jovens em áreas de risco.

“A motivação parece ligada à postagem da adolescente, que teria feito sinais de facção rival. Esse tipo de crime serve como exemplo de punição dentro dessas organizações criminosas”, explicou a titular da DPCA.

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