A filha da atriz Flávia Alessandra, Giulia Costa, de 25 anos, contou ter sido diagnosticada com dermatilomania, um transtorno psiquiátrico caracterizado pelo impulso compulsivo de coçar, cutucar ou machucar a própria pele.
A filha da atriz Flávia Alessandra, Giulia Costa, de 25 anos, contou ter sido diagnosticada com dermatilomania, um transtorno psiquiátrico caracterizado pelo impulso compulsivo de coçar, cutucar ou machucar a própria pele. A revelação foi feita em entrevista à Revista Quem.
Segundo ela, o estresse e a pressão psicológica são os principais gatilhos para o comportamento, que já resultou em feridas e cicatrizes, inclusive após uma viagem internacional.
A influenciadora explicou que o ambiente em que está inserida influencia diretamente no tratamento. Para ela, controlar o estresse enquanto permanece em contextos que o provocam é o maior desafio.
“Controlar isso ainda estando num ambiente que gera estresse, eu acho que essa é a parte mais difícil. Minha psicóloga fala: ‘Giulia, eu faço um trabalho com você e você está num ambiente inteiro em que tem que remar contra a maré’. Então é muito difícil. Talvez por isso meu processo seja um pouco mais lento, mas nada é impossível. São passinhos, não é um passinho de formigão, não, são passinhos mesmo. Tudo é válido, cada conquista é válida”, afirmou.
Ela reforça que o tratamento exige paciência, constância e a valorização de pequenas conquistas diárias.
Desafios na Sapucaí e aceitação do corpo
Durante o Carnaval 2026, Giulia marcou presença na Marquês de Sapucaí e no tradicional Baile da Arara. A exposição do corpo em eventos públicos foi apontada por ela como um desafio importante no processo de fortalecimento da autoestima.
“Foi num lugar com o meu corpo mais de fora, sendo explorado, e para mim foi muito desafiador. Mas eu cumpri, fiquei feliz, pude estar lá. Recebi muitas mensagens gostosas de gente falando como é bom ver corpos mais normais sendo naturais, sendo representados”, relatou.
Segundo a influenciadora, o retorno positivo do público ajudou no processo de aceitação.
Ao comentar sobre procedimentos estéticos e uso de medicações, Giulia defendeu uma abordagem consciente e acompanhada por profissionais.
“Não sou contra nada. Acho que a gente tem que se encontrar. Se quiser fazer procedimentos, as coisas estão aí para isso, as medicações, viva a ciência. A obesidade é uma doença. Mas acho que tudo tem que ser feito com consciência, com acompanhamento, com responsabilidade”, afirmou.
O que é dermatilomania?
A dermatilomania, também chamada de transtorno de escoriação, é uma condição de saúde mental em que a pessoa cutuca, arranha ou machuca a própria pele de forma repetitiva e compulsiva, causando ferimentos e cicatrizes. O transtorno integra o grupo dos transtornos obsessivo-compulsivos.
O termo tem origem em três palavras gregas:
Derma: pele
Tillo: arrancar
Mania: comportamento excessivo
Quando não tratada, a condição pode afetar significativamente a saúde mental, o bem-estar e a qualidade de vida.
Diferença entre dermatilomania e TOC
Embora faça parte do mesmo espectro, a dermatilomania apresenta diferenças importantes em relação ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC):
Obsessões: no TOC, há pensamentos intrusivos e indesejados. Na dermatilomania, esse padrão de obsessão não é predominante.
Sensação de alívio: pessoas com dermatilomania frequentemente relatam sensação de alívio ou recompensa após cutucar a pele — algo que não caracteriza o TOC.
Autolesão: enquanto o TOC raramente envolve autolesão física, na dermatilomania os danos à pele são comuns.
Quem pode desenvolver o transtorno?
Estudos mais recentes indicam que cerca de 55% das pessoas diagnosticadas são mulheres, número menor do que se acreditava no passado. Também se observa que mulheres tendem a buscar mais tratamento.
O transtorno costuma surgir na puberdade, mas pode aparecer em qualquer fase da vida. É mais frequente em pessoas com condições dermatológicas que funcionam como gatilho, como acne ou eczema.
