Em entrevista concedida na quinta-feira (19), no Palácio do Planalto, em Brasília, ao repórter Lucas Tadeu, do BacciNotícias, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo foi eleito para priorizar trabalhadores, defendeu o fim da escala 6×1, rebateu críticas do empresariado, falou sobre divergências internas na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e fez duras críticas ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ao empresário Pablo Marçal e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Veja a íntegra da entrevista com Guilherme Boulos

Na quinta-feira (19), no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter Lucas Tadeu, do BacciNotícias. Em uma conversa extensa, o ministro falou sobre a relação do governo com movimentos sociais, o programa Governo do Brasil na Rua, o debate sobre o fim da escala 6×1, divergências internas na gestão e o cenário político atual.

Logo no início, Boulos tratou de explicar o papel da Secretaria-Geral da Presidência no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a pasta tem como missão principal aproximar o governo federal da população.

“A função da Secretaria-Geral é conectar o governo com o povo. Política não se faz só de quatro em quatro anos na época da eleição”, afirmou. O ministro disse que a descrença na política tem relação com promessas não cumpridas e com a ausência de diálogo permanente com a sociedade. Para ele, o presidente Lula determinou que trabalhadores e movimentos populares tenham o mesmo acesso ao Planalto que setores empresariais historicamente tiveram. “Banqueiro, empresário, desde que o mundo é mundo, entra no palácio sem pedir licença. O trabalhador e o povo têm que ter esse mesmo espaço.”

Boulos relatou que, desde que assumiu a pasta, recebeu representantes de diversos segmentos sociais, como metalúrgicos, quilombolas, movimentos de mulheres, carteiros, produtores de cacau, entregadores de aplicativo e motoristas de transporte por aplicativo. Segundo ele, a intenção é garantir que “dezenas de segmentos que muitas vezes não são ouvidos” tenham espaço direto de interlocução com o governo federal.

Leia a íntegra da entrevista:

1) A Secretaria-Geral é o canal com os movimentos sociais. O governo Lula III recebeu algumas críticas por ter uma relação morna com essas bases. O que mudou desde que o senhor assumiu essa pasta?

Guilherme Boulos:
Cara, é importante dizer para que serve a Secretaria-Geral. Muita gente… Bom, o pessoal sabe para que serve o Ministério da Saúde, da Educação, da Cultura, do Transporte. Mas, quando fala em Secretaria-Geral da Presidência, muita gente não sabe qual é a função da Secretaria-Geral.

A função da Secretaria-Geral é conectar o governo com o povo. Esse é o propósito. Quer dizer, política não se faz só de quatro em quatro anos na época da eleição. Aliás, é isso que fez com que as pessoas ficassem descrentes da política. Alguém apareceu e lá prometeu um monte de coisa e depois sumiu.

Então, o que o Lula defende, o que eu estou fazendo aqui, é manter essa relação com o povo de maneira permanente. Então, aqui, cara, em três meses aqui na Secretaria-Geral, eu já recebi, assim, todos os setores da sociedade. Já recebi aqui metalúrgico, quilombola. Já recebi aqui movimento de mulheres. Já recebi aqui carteiro. Já recebi aqui o pessoal que planta cacau na Bahia. Já recebi aqui entregador de aplicativo, motorista de Uber.

Ou seja, são dezenas de segmentos que muitas vezes não são ouvidos. O que o Lula falou pra mim é o seguinte, ó. Banqueiro, empresário, desde que o mundo é mundo, entra no palácio sem pedir licença. Sem marcar horário. O trabalhador e o povo têm que ter esse mesmo espaço. E é isso que nós estamos fazendo.

2) Vocês iniciaram o projeto Governo do Brasil na Rua. Qual o resultado vocês pretendem esperar? É voto?

Guilherme Boulos:
Cara, é levar as políticas do governo onde muitas vezes ela não chega. Onde o governo não chega. Onde o Estado nunca chegou.

Vou te dar um exemplo. A gente, no Governo do Brasil na Rua, tem a Feira da Cidadania. Então a gente leva lá perícia do INSS, atendimento pro povo, o Pé-de-Meia. A que nós fizemos na comunidade aqui em Brasília, chama Sol Nascente. A maior comunidade popular em Brasília. Periferia braba.

Cara, tinha uma mãe que os dois filhos dela tinham direito ao Pé-de-Meia. E ela não sabia. O programa foi criado pra essas pessoas, pra atender. Chegou lá e ela saiu com os filhos com dinheiro na conta do Pé-de-Meia.

Ou seja, muitas vezes, cara, você ter o programa, não quer dizer que as pessoas têm acesso. Tem um monte de burocracia, o agendamento digital. Nem todo mundo consegue mexer com o celular do mesmo jeito.

Então é levar os programas e as políticas do governo pras periferias, pros fundões, pro povo. É isso que nós estamos fazendo no Governo do Brasil na Rua. Já fizemos aqui no Sol Nascente. Já fizemos em Heliópolis, em São Paulo. Já fizemos na periferia de Campo Grande, lá no Mato Grosso do Sul. Semana agora tô indo pra Vitória, no Espírito Santo. Também na periferia.

Em vez de fazer aqui, na praça, no centro, onde tá tudo, nós estamos levando o governo pra onde muitas vezes ele nunca chegou.

3) O senhor já disse que Lula é sua maior referência. Em algum momento o senhor chegou a discordar do presidente? Como são tratadas as discordâncias aqui no governo?

Guilherme Boulos:
Cara, divergência no governo tem toda hora. Você acha que todo mundo pensa igual? Ainda mais um governo de coalizão desses. Tem gente que é de esquerda, tem gente que é de centro, tem gente que não apoiou o Lula e depois entrou no governo.

Então, você tem um monte de diferença. A questão é saber lidar com isso e tentar garantir as posições que você acredita. Brigar por elas. Eu tô fazendo isso de maneira permanente.

Pega, por exemplo, fim da escala seis por um. Você acha que todo mundo concorda com o fim da escala seis por um? Não. Tem gente que vai ter uma visão mais pró-empresário. A nossa visão é pró-trabalhador. Nós estamos travando essa briga.

O Lula, coerente com a sua história, assumiu esse compromisso de lutar pelo fim da escala seis por um. Mas é isso, cara. É uma disputa permanente. Ela tem que ser feita com lealdade, isso que importa.

4) Como o governo vai convencer o Congresso e os setores produtivos de que o fim da escala 6×1 é economicamente viável agora?

Guilherme Boulos:
Cara, vou te falar uma coisa. Toda vez que você fala em trazer um direito pro trabalhador, aparece meia dúzia de privilegiado dizendo que vai acabar com o mundo.

Quando Getúlio Vargas, lá em 1940, criou o salário mínimo, falaram que o salário mínimo vai destruir a economia, vai gerar desemprego, os empresários vão falir, as empresas vão embora do Brasil. Depois falaram a mesma coisa no 13º, férias, tudo isso.

Sabe o que aconteceu? O Brasil não foi destruído. Pelo contrário, cresceu pra caramba depois desse período, garantindo o direito pro trabalhador. Isso aí é terrorismo econômico, entendeu? Que os privilegiados sempre fazem.

Alguém acha que patrão vai ser a favor do direito de trabalhador? Fala aí, gente. Alguém conhece patrão que é a favor do direito de trabalhador?

Ou seja, o papel do governo Lula foi eleito pelo povo, foi eleito pelo trabalhador. O nosso papel é defender o trabalhador. É lógico que o empresário vai fazer, principalmente o grande empresário, bilionário, herdeiro, vai fazer um monte de teoria de que vai acabar as coisas, mas não vai.

Aliás, teve um estudo do IPEA, que saiu semana passada, que mostrou que os grandes setores que vão ser atingidos pelo fim da escala 6×1 — e nós estamos falando em benefício de mais de 30 milhões de trabalhadores que vão ter um dia a mais de descanso — pra esses grandes setores, o impacto no custo operacional total das empresas vai ser em torno de 1%.

Então, não cola.

5) Em 2024, o senhor bateu na trave pra Prefeitura de São Paulo. Quais lições daquela campanha o senhor trouxe para dentro do ministério?

Guilherme Boulos:
Cara, eu levo algumas lições pra vida. De que campanha é uma disputa de ideias, é uma disputa de princípios, mas não pode ser jogo sujo.

E naquela campanha, o jogo sujo foi brutal. Todo mundo viu, cara, o que o Marçal fez, lá o do laudo falso, o que o Tarcísio fez, com a urna aberta, no dia da eleição, dizer que o crime organizado tinha pedido voto em mim. Nunca provou, nunca tocou no assunto, mas aí o estrago tava feito, né?

Então, esse jogo sujo que a direita faz, que naquela eleição o Marçal fez, o Ricardo Nunes fez, o Tarcísio fez, mostra que tem gente que tá disposta a rolar na lama pelo poder.

Pra mim, a política é uma disputa de princípios, do que você acredita. É isso que eu levo pra vida, é isso que eu fazia desde moleque, quando eu entrei no movimento social pra lutar por moradia pras pessoas, é isso que eu fiz como deputado, é isso que eu fiz nas minhas campanhas, e é isso que eu sigo fazendo junto com o Lula, agora aqui no governo.

6) O senhor acha que o impacto de uma fake news fala mais alto que o dinheiro da condenação?

Guilherme Boulos:
Lógico, cara. Ainda mais porque o Marçal declara patrimônio de 100 milhões, mais de 100 milhões, com os cursinhos dele enganando os outros, os cursinhos de charlatanismo dele, ganhou dinheiro em cima disso, e vai pagar 100 mil? O que é 100 mil pra ele?

100 mil pro povo é coisa pra caramba. Agora, o que é 100 mil pro Marçal? Então pra ele é quase um convite pra que continue, por isso que eu recorri pra que, tem que mexer no bolso do cara, pra ele pensar duas vezes antes de fazer a sacanagem que ele fez.

7) Como o senhor avalia a gestão Ricardo Nunes?

Guilherme Boulos:
Cara, é muito ruim. Não é questão, é uma questão de lado, sabe? O Ricardo Nunes, ele tem um lado que é um lado dos grandes empresários e dos privilegiados. Esse é o lado do cara. É quem ele defende. E governa pra essa turma.

Pega agora no Carnaval. Acabou de ter o Carnaval. O que a gente viu? Ele foi lá, fez um acordão de grana com a Skol, com a Ambev, pra deixar o Carnaval pra eles. E a GCM metendo porrada em camelô.

Vocês devem ter visto, todo mundo deve ter visto os vídeos que circularam. Esse cara tá trabalhando, querendo levar o dinheiro pra casa, o sustento. Porque a cerveja que o cara tava vendendo não era da Ambev, que era patrocinadora. Ele foi lá, apreende a mercadoria do cara, joga spray no cara, dá porrada no cara.

Isso mostra de que lado o Ricardo Nunes tá. Agora, cara, eleição é eleição. Ele ganhou no jogo, o povo escolheu. Eu não sou daqueles que quando perde a eleição sai xingando a urna, tenta dar golpe. Diz, não, perdi a eleição, faz parte. Foi o que o povo escolheu.

Agora, como numa democracia como a gente vive, tenho o direito de continuar criticando e achando que ele tá errado.

8) O que o senhor prevê para o prefeito de São Paulo no término do mandato?

Guilherme Boulos:
Cara, eu não sei o que esse cara vai querer fazer da vida. Além de ganhar dinheiro. Com todas as suspeitas que existem de corrupção no governo dele. Foram várias acusações. Eu não vou aqui detalhar, porque senão daqui a pouco vem um processinho, você tem que ficar… Todo mundo sabe, basta pesquisar no Google.

Eu não sei se esse cara tem um propósito na política. Sabe? De falar, pô, eu tenho uma missão, eu quero melhorar a vida das pessoas, eu quero lutar por direito, eu acredito nisso, defendo essas ideias. Tem gente que tá na política por grana.

9) O desfile da Acadêmicos de Niterói foi cultura ou propaganda antecipada?

Guilherme Boulos:
Cara, deixa eu te falar. No dia que tiver uma escola chamada Acadêmicos da Milícia, vai homenagear o Bolsonaro, o Flávio Bolsonaro, essa turma toda. Eles podem ficar tranquilos, que vai ter homenagem pra eles ali.

Irmão, uma escola de samba decidiu homenagear o presidente da república, que é a maior liderança popular que esse país já teve, com a história do cara. Saiu lá do sertão do Nordeste. A mãe veio morar em favela em São Paulo, virou metalúrgico, virou uma liderança sindical, o cara vira presidente da república, sai aprovado, um cara que o povo reconhece tudo o que fez.

Às vezes tem um cara, mesmo você que pode estar assistindo a gente aí, que fala que não gosta do Lula, não gosta da esquerda, não sei o quê e tal, mesmo você vai ter que reconhecer o que o Lula fez. Tirar o povo da miséria, garantir que o país, um país tão rico como o Brasil, tenha uma distribuição dessa riqueza pra maioria do povo.

O povo não tinha água lá no Nordeste, cara? Foi o Lula com a transposição de São Francisco? As pessoas não comiam feijão com farinha. O cara mudou o Brasil.

Aí uma escola de samba quer homenagear. Crime eleitoral onde? Qual que é o crime eleitoral? Eles precisam dizer isso, que a legislação eleitoral é clara. Tem que pedir voto ou abuso de poder econômico. Teve isso.

Agora o que me espanta é gente que cometeu crime eleitoral adoidado querendo apontar o dedo pro Lula. É o caso do Tarcísio, é o caso do Ricardo Nunes, de todos eles. Se eles estão com inveja porque não foram homenageados por uma escola, faz por onde que quem sabe seja no futuro.

10) Como o senhor avalia a força do bolsonarismo e o domínio das redes sociais?

Guilherme Boulos:
Cara, hoje a direita ainda tem mais força que a esquerda na rede social. O que não quer dizer a mesma coisa no país. Você ter mais força, mais gente engajada na rede, o algoritmo e tudo mais, não quer dizer que você tem maioria na sociedade. Aliás, a última eleição mostrou isso.

Eu acho que a esquerda precisa aprender a fazer a disputa digital melhor. Eu tenho defendido isso aqui. Aliás, não só aqui no governo, tenho defendido isso há um tempo.

Às vezes a esquerda fica cheia de dedos. Os caras vão chutando a canela. Fake news, mentira. O outro inventa laudo falso, que você usa cocaína, não sei o quê. E às vezes a gente fica muito… ah, não, veja bem e tal.

Nós temos que também jogar a realidade. Por exemplo, essa história do sistema. Eu vejo muita gente da direita, do bolsonarismo, dizer que somos contra o sistema.

Cara, o que é o sistema no Brasil? Vamos falar a verdade. O sistema no Brasil é banco, é bilionário. Desde sempre. O sistema no Brasil, nós vivemos no sistema capitalista. Quem manda no sistema é quem tem grana.

E quem é que defende quem tem grana? A direita. A direita é a maior defensora do sistema. Quando o Lula botou para taxar bilionário, eles foram contra. Quando nós estamos defendendo agora o fim da escala seis por um para defender o trabalhador, eles são contra.

Eles estão sempre do lado dos privilegiados, dos bilionários, do sistema. E aí vêm dizer que são antissistema. Nós temos que jogar isso com a força devida para fazer essa disputa. É um desafio.

11) Há risco de novo 8 de janeiro? Se a direita voltar ao poder, há risco à democracia?

Guilherme Boulos:
Cara, eu acho que a direita não vai voltar ao poder no Brasil.

Aliás, eu acho que o Bolsonaro escolheu o Flávio como candidato. Ele deve ter feito ali um casos de família de qual era o filho mais corrupto. Ele botou o Flávio. Porque cada um tem ali uma característica.

O Bananinha, o Eduardo Bolsonaro, é o mais traidor que foi lá para Miami conspirar contra o Brasil. O outro, o Carlos, o Carluxo, é o cara da fake news do Gabinete do Ódio.

Aí pega o cara da loja de chocolate, da lavagem de dinheiro, da rachadinha das milícias, é o Flávio. Acho que o Bolsonaro deve ter calculado e falado, porra, eu vou botar o mais corrupto. Botou o Flávio.

Esse cara não aguenta. Esse cara desmaiou em debate lá no Rio de Janeiro. Você acha que ele aguenta um debate com o Lula? Vamos ver.

12) O senhor é a favor ou contra a prisão domiciliar de Bolsonaro?

Guilherme Boulos:
Cara, quem tem que decidir é a Justiça. Agora, ele está pagando os crimes que ele cometeu. Eu acho que ele tem que ficar na papuda. Por tudo que ele fez.

Ah, mas Bolsonaro, o que ele fez? Ele está pagando pelo negócio da tentativa de golpe. Que tem prova, impresso e auditável.

Mas deveria pagar por outras coisas que ele não está pagando. 700 mil mortos na pandemia e ele falando “e daí?”, “é uma gripezinha”, “eu não sou coveiro”. 700 mil mortos, cara. 700 mil pessoas que morreram, que perderam a vida, 700 mil famílias destruídas. Ele não pagou por isso até hoje. Teria que pagar.

Nem vou entrar aqui no caso de joia, todas essas outras coisas, de corrupção com vacina.

Assim, cara, o Bolsonaro está plantando aquilo que ele colheu. Ou melhor, está colhendo aquilo que ele plantou. Simples assim.

13) O senhor confirmou que não será candidato em 2026. Essa decisão já está tomada?

Guilherme Boulos:
Cara, política você não define só pelo teu desejo individual. Eu faço política com time, com grupo, com projeto.

Agora, a minha disposição é ficar até o final, ajudar a coordenar a campanha do Lula, ajudar a reeleger o Lula, que eu acho que é o grande desafio que a gente tem.

E permanecer aqui no governo, fazendo essa relação do governo com o nosso povo, abrindo as portas do palácio para o povo e ao mesmo tempo indo para as periferias, botando o governo na rua, como a gente tem feito.

14) Existe possibilidade de o senhor ser vice de Lula?

Guilherme Boulos:
Não. Nenhuma. Zero.

Eu acho, inclusive, que não tem como ter chapa pura. Nós estamos numa disputa, entendeu? Pega o Alckmin. O Alckmin não era um cara da esquerda. Não é um cara da esquerda.

O Lula trouxe ele para compor para poder também somar com outros setores. Para mostrar, meu partido é da esquerda, nós defendemos as ideias da esquerda, mas nós queremos também fazer um governo que seja mais amplo.

E a eleição é dura, cara. Não tem já ganhou. Não tem essa.

Eu acho que a tendência é ou manter o Alckmin ou ter alguma ampliação nesse sentido.

15) Em caso de ausência de Lula na eleição, quem seria o nome da esquerda?

Guilherme Boulos:
Não vai ter ausência do Lula, bicho. Vai ser tetra.

Não tem como. O Lula é a maior liderança política do Brasil. Com toda a história que ele tem. O cara está bem de saúde. Está firme.

Agora, por que ele não seria candidato? Não tem como ir por esse caminho, sabe? O nosso candidato é o Lula. Não tem plano B. Ele é o candidato. Vai ser reeleito. Governar esse país por mais quatro anos.

16) Para encerrar: qual será a grande entrega da sua gestão na Secretaria-Geral?

Guilherme Boulos:
Cara, o Lula me deu algumas missões aqui. E é o que eu estou buscando fazer. Uma delas é trabalhar de noite para poder acabar com essa escala 6×1. Estamos brigando no Congresso. Estamos conversando com os trabalhadores.

Estou fazendo reunião com os trabalhadores no Brasil inteiro. Estive lá no ABC, na tua terra, semana retrasada numa metalúrgica, na Delga. Fiz uma assembleia com os trabalhadores lá na metalúrgica, para agente conversar sobre o fim da escala 6×1, para fazer essa mobilização que em Brasília vamos fazer.

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