Vereadores de São Paulo protocolaram pedido de CPI para investigar possíveis desvios e concentração de contratos no Carnaval 2026. O foco principal é um contrato de R$ 180 milhões da SPTuris com uma única agência. Parlamentares apontam falta de estrutura na festa e exigem transparência sobre o uso do dinheiro público.

Carnaval demanda cuidados com a saúde e hidratação (Foto: SECOM - Prefeitura de São Paulo)
Carnaval demanda cuidados com a saúde e hidratação (Foto: SECOM - Prefeitura de São Paulo)

Vereadores da cidade de São Paulo entraram com um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para investigar irregularidades na execução de contratos do Carnaval de 2026. O pedido se embasa em uma grande concentração contratual em favorecimento de um número reduzido de pessoas jurídicas.

De acordo com a apuração, a São Paulo Turismo (SPTuris) assinou um contrato de mais de R$ 180 milhões em terceirização de mão de obra com uma única empresa, chamada Agência Quarter, para atender a eventos de Carnaval.

O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (20), pelo vereador Nabil Bonduki (PT-SP). Apoiando a criação da CPI, a vereadora Marina Bragante (Rede-SP) foi uma que também assinou o documento e, em entrevista exclusiva ao BacciNotícias, explicou sobre as suspeitas.

“Os fatos revelados são graves e envolvem valores muito altos de recursos públicos. Quando há suspeitas sobre contratos de mais de R$ 180 milhões e imposição de sigilo, o mínimo que a cidade espera é apuração transparente”, disse.

CPI deve apurar irregularidade no Carnaval de SP

No documento enviado ao presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, os parlamentares pedem: “apuração de irregularidades pertinentes à execução contratual de eventos promovidos, organizados ou custeados pela Secretaria Municipal de Turismo, Secretaria Municipal da Cultura e da Economia Criativa e da Secretaria Municipal do Esporte, bem como pela SPTuris e demais órgãos e entidades da Administração Municipal a elas vinculados, com especial enfoque na eventual concentração contratual em favor de um número reduzido de pessoas jurídicas”.

“Estamos falando de recursos ligados ao Carnaval, em que faltaram banheiros, água, planejamento e apoio adequado para garantir segurança e dignidade a quem trabalhou e participou da festa. Quem criou e sustenta essa festa na cidade há anos não foi respeitado. Isso não pode ficar assim!”, completou a vereadora com exclusividade ao BacciNotícias.

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