A projeção do IPCA para 2026 caiu para 3,91%, segundo o Banco Central, marcando a sétima semana seguida de recuo. O mercado também reduziu expectativas para dólar e Selic e elevou levemente a previsão de crescimento do PIB.
A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que mede a inflação no Brasil, para 2026 apresentou redução pela sétima semana seguida, conforme o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (23).
Segundo a expectativa do mercado, o índice foi de 3,95%, estimados na última semana, para 3,91%, repetindo o cenário de redução visto em todas as divulgações do ano até aqui. Na primeira divulgação de 2026, a estimativa era de 4,31%.
O último relatório de fevereiro também traz um cenário favorável para o câmbio, com previsão de R$ 5,45 na comparação com o dólar, enquanto a perspectiva da última semana era de R$ 5,50. A previsão anual da Taxa Selic acompanhou os outros indicadores: queda de 12,25% para 12,13% ao final de 2026, sendo que a taxa atualmente se encontra em 15%, já com previsão de cortes.
Por outro lado, o Focus projeta crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para 1,82, superior aos 1,80 projetados na divulgação do último dia 18, pós-Carnaval.
Inflação de 2026
A primeira divulgação mensal de 2026 trouxe inflação de 0,33% no mês de janeiro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2025, foi de 4,26%. Nesta sexta-feira (27), o órgão divulgará o IPCA-15, conhecido como a previsão do índice, agora para o mês de fevereiro.
Inflação é o fenômeno econômico em que os preços de bens e serviços sobem de forma geral ao longo do tempo, fazendo com que o dinheiro perca parte de seu poder de compra — ou seja, com a mesma quantia de dinheiro compra-se menos do que antes.
Ela é medida por índices como o IPCA, que calculam quanto os preços de uma “cesta” de itens essenciais variaram em um período determinado. Esse processo pode resultar tanto de pressões de demanda, custos ou expectativas de mercado e é monitorado por autoridades como o Banco Central.
