Um homem de 44 anos foi preso no interior do Paraná após esconder uma microcâmera no teto do banheiro de casa para filmar a enteada adolescente tomando banho. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar de forma anônima e levou a Polícia Civil até o imóvel, onde o equipamento foi localizado. No celular do suspeito, os investigadores também encontraram vídeos da própria filha, de 7 anos. Ele confessou o crime e pode responder por produção, armazenamento e divulgação de material de exploração sexual infantil.
Um homem de 44 anos foi preso nesta sexta-feira (20) após a polícia descobrir que ele havia escondido uma microcâmera no teto do banheiro de casa para filmar a enteada, de 15 anos, enquanto ela tomava banho. O crime aconteceu em Nova Cantu, no centro-oeste do Paraná.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a investigação começou após o Conselho Tutelar receber uma denúncia anônima informando que a adolescente estaria sendo monitorada por uma câmera escondida dentro da residência. Com base na informação, os policiais foram até o endereço indicado.
No local, os agentes encontraram o dispositivo eletrônico escondido no forro do banheiro, posicionado diretamente na direção do chuveiro. As imagens gravadas eram transmitidas e armazenadas no celular do padrasto. Segundo a delegada Muriel D’Ávila da Cunha, o homem fez toda a instalação elétrica e de internet para manter a câmera funcionando sem levantar suspeitas.
Durante a análise do aparelho telefônico do suspeito, a polícia localizou outros vídeos semelhantes, desta vez envolvendo a filha biológica dele, de apenas 7 anos. O homem confessou ter comprado a microcâmera pela internet e instalado o equipamento sem o conhecimento de qualquer familiar. A suspeita é de que o dispositivo estivesse em funcionamento há pelo menos uma semana.
Mãe ficou profundamente abalada
Ainda segundo a delegada, a mãe das crianças ficou profundamente abalada ao descobrir o crime. “Não era de conhecimento de ninguém da família a instalação dessa câmera”, afirmou.
A Polícia Civil identificou indícios dos crimes de produção, armazenamento e divulgação de imagens de exploração sexual de crianças e adolescentes. As primeiras apurações indicam que o homem teria compartilhado os vídeos com outras pessoas. A polícia também solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O nome do suspeito não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas.
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