A Justiça do Rio de Janeiro condenou um corretor de imóveis por difamação após declarações feitas em entrevistas a programas da Record TV contra o ator Bruno Gagliasso. A decisão ainda cabe recurso.

Bruno Gagliasso nega acusações de corretor sobre comissão de venda de imóvel. Foto: Divulgação / Redes sociais.
Bruno Gagliasso nega acusações de corretor sobre comissão de venda de imóvel. Foto: Divulgação / Redes sociais.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou um corretor de imóveis por difamação contra Bruno Gagliasso após declarações feitas em entrevistas a programas da Record TV. A decisão ainda cabe recurso.

O profissional foi sentenciado a seis meses e nove dias de detenção, além do pagamento de multa de aproximadamente R$ 9 mil. Como a pena é inferior a quatro anos, o juiz responsável pelo caso substituiu a prisão por prestação de serviços comunitários.

O caso de Bruno Gagliasso que deu início ao processo

O processo começou depois que o corretor afirmou que não teria recebido uma comissão superior a R$ 2 milhões pela venda de uma mansão de Bruno Gagliasso. O imóvel, localizado no bairro do Itanhangá, na zona oeste do Rio, foi negociado com o jogador peruano Paolo Guerrero.

O corretor disse ter intermediado o negócio e que foi prejudicado financeiramente. O ator negou as acusações e afirmou que o profissional apenas apresentou um possível comprador, sem avançar nas negociações. Segundo Bruno, outro corretor concluiu a venda, realizou visitas ao imóvel e recebeu a comissão.

Defesa e argumentos do réu

Durante o processo, o corretor admitiu que não tinha contrato de exclusividade e que não realizou visitas ao imóvel. Mesmo assim, argumentou que iniciou as tratativas e, portanto, teria direito ao pagamento.

O juiz entendeu que as declarações sugeriam conduta desonesta por parte de Bruno Gagliasso e atingiam sua honra, especialmente por terem sido veiculadas em uma emissora de grande alcance, o que aumentou a repercussão.

A defesa do ator destacou que as entrevistas ultrapassaram o direito de reivindicação contratual e configuraram ofensa à reputação.

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