A investigação aponta a suspeita de que parte dos salários de assessores teria sido desviada em benefício do gabinete entre 2005 e 2021, estimando um valor de aproximadamente R$ 1,7 milhão
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) voltou a ser investigado por suposta participação em um esquema de “rachadinha” durante o período em que exerceu mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O procedimento foi retomado após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) decidir reabrir o caso, que havia sido arquivado em 2024.
A nova análise partiu da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro, que identificou elementos que justificariam a continuidade das apurações envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Carlos Bolsonaro renunciou o cargo em 2025
De acordo com o Ministério Público, há indícios de um suposto esquema de desvio de parte dos salários de assessores no gabinete do então parlamentar entre 2005 e 2021. A prática, conhecida como rachadinha, consiste na devolução de parte da remuneração de servidores ao agente político.
Carlos Bolsonaro deixou o cargo na Câmara em dezembro de 2025, após renunciar ao mandato para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina nas próximas eleições. A retomada das investigações reacende o debate sobre possíveis irregularidades no período em que esteve no Legislativo carioca.
Desvio de R$ 1,7 milhão
A apuração envolve a suspeita de prática de “rachadinha”, mecanismo em que parte dos vencimentos de assessores é supostamente repassada ao responsável pelo gabinete. De acordo com as investigações, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em pelo menos R$ 1,7 milhão aos cofres públicos.
No total, sete servidores e ex-servidores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro foram denunciados sob acusação de participação no suposto esquema. Em 2024, o Ministério Público do Rio de Janeiro informou que não havia elementos suficientes para responsabilizar diretamente o então vereador Carlos Bolsonaro e, por isso, não apresentou denúncia contra ele naquele momento.
Conforme noticiado pela GloboNews, a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro avaliou que a decisão anterior pode ter deixado de considerar provas relevantes envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Diante desse entendimento, o órgão solicitou a retomada das diligências, reacendendo a investigação sobre o caso.
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