O brasileiro João Carlos Rodovalho Costa, conhecido como João Saci, enfrentou cinco diagnósticos de câncer ao longo de 15 anos, perdeu uma perna e parte do pulmão, mas transformou a própria história em inspiração. Em 2022, ele concluiu a escalada até a base do Monte Everest, simbolizando uma vitória pessoal e um exemplo de superação.

Brasileiro supera cinco diagnósticos de câncer e escala Monte Everest
Brasileiro supera cinco diagnósticos de câncer e escala Monte Everest

A palavra superação define a trajetória de João Carlos Rodovalho Costa, o João Saci, de 42 anos. Natural de Goiás, ele enfrentou cinco diagnósticos de câncer desde a adolescência e, mesmo após perder uma perna e parte do pulmão, alcançou um feito que poucos conseguem: escalar até a base da maior montanha do planeta.

A luta começou cedo, aos 17 anos, em 2001, quando João recebeu o diagnóstico de um tumor no joelho esquerdo. Após cirurgias e exames, veio a confirmação do câncer. Mesmo com tratamento, a doença não regrediu e a alternativa encontrada pelos médicos foi a amputação da perna. O impacto foi devastador, mas não definitivo.

Para lidar com a nova realidade, João buscou apoio psicológico, referências de pessoas amputadas e contou com o suporte da família. Durante o tratamento, passou por sessões de quimioterapia e encontrou no esporte uma forma de reconstruir a autoestima. A natação se tornou um divisor de águas: ele virou atleta paraolímpico e chegou a conquistar o título de campeão brasileiro em 2002.

Anos depois, em 2009, a doença voltou a se manifestar, desta vez no pulmão. João passou por novas cirurgias e continuou competindo, mas enfrentou mais três tumores até 2016. Com as recorrências, os médicos optaram pela retirada de parte do pulmão. Desde então, ele está em remissão.

Após vencer a doença, João passou a compartilhar sua história em palestras motivacionais e, em 2019, lançou o livro “Nascido para vencer – uma vida de superações”. Três anos depois, decidiu encarar um novo desafio extremo: a caminhada até o acampamento base do Everest, no Nepal, a 5.364 metros de altitude.

A jornada até a base da montanha foi marcada por dificuldades físicas intensas. O terreno íngreme, o frio extremo, a prótese na perna e a limitação pulmonar tornaram cada passo mais desgastante. Ainda assim, João completou a caminhada de cerca de 50 quilômetros, transformando a conquista em símbolo de resiliência.

Hoje, ele mantém o projeto “Viver o Impossível”, que incentiva pessoas a superarem seus próprios limites. A escalada no Everest é parte desse propósito, mostrando que, mesmo após enfrentar diagnósticos graves e perdas físicas, é possível seguir em frente e alcançar objetivos considerados inalcançáveis.

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