Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que 46,7% dos brasileiros avaliam negativamente a presença de Lula em desfile no Rio, enquanto 41,7% aprovam. Evento gerou ações na Justiça e debate sobre propaganda antecipada.

Presidente Lula durante desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro  - Foto: Ricardo Stuckert
Presidente Lula durante desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro - Foto: Ricardo Stuckert

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26) pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostra que a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile da Acadêmicos de Niterói gerou mais rejeição do que apoio entre os brasileiros.

De acordo com o levantamento, 46,7% dos entrevistados avaliam negativamente a participação do petista no evento. Para esse grupo, Lula utilizou a ocasião como forma de propaganda eleitoral antecipada.

Avaliação positiva também é significativa
Por outro lado, uma parcela relevante da população — 41,7% — vê a presença do presidente de forma positiva. Esses entrevistados entendem que Lula apenas prestigiou um evento importante para a cultura popular e para a economia do país.

Outros 8% disseram não ter opinião formada sobre o caso, enquanto 3,6% afirmaram não saber responder.

Metodologia da pesquisa
O estudo ouviu 4.986 eleitores entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Desfile gerou polêmica e ações na Justiça
A participação do presidente ocorreu durante o desfile da escola na Marquês de Sapucaí, que marcou a estreia da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do carnaval carioca.

A agremiação levou para a avenida um enredo em homenagem à trajetória pessoal e política de Lula. Apesar da visibilidade, a escola acabou sendo rebaixada após a apuração.

O desfile também virou alvo de questionamentos judiciais. As ações apontam possíveis irregularidades, como propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e econômico, além de uso indevido de recursos públicos. Também houve alegações de preconceito religioso envolvendo a forma como evangélicos foram retratados na apresentação.

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