O funkeiro MC Brisola utilizou as redes sociais para ironizar a devolução de bens que haviam sido apreendidos durante a Operação Latus Actio, realizada há mais de um ano. O cantor relembrou a abordagem policial em sua residência e criticou a demora no processo de restituição de seus pertences. Em tom de deboche, ele gravou vídeos tratando os itens devolvidos pela Justiça como “recebidos” de influenciador.
A Operação Latus Actio, deflagrada no ano passado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal, voltou ao centro das atenções após, um funkeiro aparecer nas redes sociais comentando o assunto. A investigação, que apurou um esquema de corrupção e extorsão envolvendo policiais civis e artistas do funk, resultando, na época, na apreensão de diversos bens de Silas Rodrigues Santos, o funkeiro MC Brisola.
Passado mais de um ano da ação que confiscou seu patrimônio, MC Brisola apareceu em seu perfil no instagram, na tarde desta sexta-feira (27), para comentar a restituição de parte de seus pertences. Com tom crítico e irônico, o funkeiro relembrou o momento da abordagem e questionou a eficácia das investigações que bloquearam seus recursos por tanto tempo.
“Os cara te acorda lá na sua casa, cinco caras de fuzil, dentro do seu quarto, prende seus bagulhos tudo, prende seu carro, casa, conta, seu bagulho tudo, ai passa um ano e pouco e vê que eles fizeram errado e devolve seus bagulhos tudo, o carro ainda não, mas as outras coisas, sim, e, vê que você não tem nada”, desabafou o funkeiro.

O funkeiro Mc Brisola || Reprodução: Redes Sociais
A publicação seguiu com um tom de deboche, no qual o funkeiro tratou a devolução de seus pertences como se fossem presentes enviados por empresas parceiras. Ao abrir os pacotes contendo os itens que estavam apreendidos, ele simulou um vídeo de “unboxing“, termo utilizado por influenciadores para mostrar produtos recebidos para divulgação.
“Oi gente olha que acabou de chegar para mim, recebido do dia, o que que será? Pelo nome é meio estranho né? Vamos ver. O que será? Só pela beirinha, olha um iphone, obrigado”, disse ele no vídeo.
Assista o vídeo:
O tom de deboche do funkeiro ocorre enquanto o processo judicial segue seu curso, avaliando as condutas tanto dos agentes públicos quanto dos artistas envolvidos.
