Uma jovem americana de 20 anos, que se apresenta nas redes sociais como Milk Luv, passou a se identificar como uma cadela da raça Lulu da Pomerânia, também conhecida como Spitz Alemão Anão, e transformou essa identificação em parte central de sua rotina e presença online.

Jovem diz se identificar como lulu da Pomerânia e viraliza nas redes: 'vida de cadela' (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Jovem diz se identificar como lulu da Pomerânia e viraliza nas redes: 'vida de cadela' (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma jovem americana de 20 anos, que se apresenta nas redes sociais como Milk Luv, passou a se identificar como uma cadela da raça Lulu da Pomerânia, também conhecida como Spitz Alemão Anão, e transformou essa identificação em parte central de sua rotina e presença online.

Com mais de 60 mil seguidores somados no Instagram e no TikTok, ela compartilha vídeos e fotos usando orelhas peludas, coleira e até focinheira, assumindo comportamentos e trejeitos associados a cães.

Da cultura cosplay ao estilo “kemonomimi”

Antes de adotar a nova estética, Luv já transitava pelo universo cosplay. Fã de animes e moda alternativa, costumava se vestir como pirata, gótica ou hippie em eventos e no dia a dia. Segundo ela, porém, ainda buscava um estilo que considerasse verdadeiramente seu.

A mudança ocorreu após encontrar, no TikTok, uma jovem usando um arco com pequenas orelhas felpudas. O acessório faz parte do chamado “kemonomimi”, termo japonês que designa o uso de elementos visuais inspirados em características animais, como orelhas e caudas.

Interessada, Luv decidiu experimentar. Comprou alguns itens e estreou o visual em uma festa da faculdade. A recepção dos amigos foi positiva. A família também encarou a novidade com bom humor, embora a mãe prefira que a filha não utilize os acessórios em público.

Investimento e rotina performática

Até agora, a jovem afirma ter investido mais de R$ 2 mil em acessórios. O próximo objetivo é adquirir próteses dentárias que simulem presas caninas, cujo custo pode ultrapassar R$ 3 mil.

Ela também relata que um colega da faculdade assume o papel de “tutor” ou “adestrador” em interações semanais realizadas em casa. Nessas ocasiões, utilizam acessórios e encenam comandos e “truques”, com direito a recompensas simbólicas.

Luv ressalta que não enxerga a prática sob perspectiva sexual. Para ela, trata-se de uma forma de expressão e de demonstração de afeto platônico.

Identidade e reação do público

A jovem afirma que o que mais a incomoda é ser confundida com uma gata. “Algumas pessoas miam para mim, o que me irrita. É óbvio que sou uma cadela”, declarou.

Ela conta que cresceu ao lado de um cachorro da raça Jack Russell Terrier chamado Monty, o que teria influenciado sua afinidade com cães.

Apesar de críticas e comentários diversos nas redes, Luv diz não se abalar. “É uma vida de cadela, e eu adoro isso”, resume.

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