Em entrevista marcando os 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas, Hildebrando Alves, pai de Dinho, falou sobre a resiliência diante do luto e a importância da fé. Ele relembrou a origem de sucessos como “Robocop Gay” e destacou a autenticidade do filho como o grande pilar do legado da banda.

Pai de vocalista do Mamonas fala sobre aceitação do luto após 30 anos: 'A vida é assim' (Foto: Redes Sociais)
Pai de vocalista do Mamonas fala sobre aceitação do luto após 30 anos: 'A vida é assim' (Foto: Redes Sociais)

Nesta segunda-feira (2), completam-se exatos 30 anos do acidente aéreo que vitimou todos os integrantes dos Mamonas Assassinas, em 2 de março de 1996. O pai do vocalista Dinho, Hildebrando Alves, falou sobre a aceitação da tragédia e como lidou com a saudade e o luto ao longo dessas três décadas.

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“Nesses 30 anos, compreendemos que a vida é assim, vamos todos morrer um dia. Baixar a cabeça não resolve nada. Se eu tivesse certeza que eles, ou mesmo meu filho, voltariam se eu chorasse, estaria chorando até hoje. Mas não volta. É uma coisa que vem de Deus, e contra Deus não há argumentos. É aceitar e agradecer por cada dia de vida”, desabafou.

Pai recorda inspirações e sucessos de Dinho

Ao recordar o filho, Hildebrando destacou que a criatividade de Dinho bebia muito de suas experiências no campo. “A inspiração do Dinho sempre foi a fazenda onde olhava o gado; para o mundo animal, eu acho que se baseou nisso”, afirmou.

Sobre sucessos da banda, Hildebrando lembrou as histórias por trás das músicas. “Pelados em Santos foi uma brincadeira dele com um amigo. Já Robocop Gay foi porque ele sempre foi contra a discriminação de gays. Ele dizia para mim: ‘Eles falam porque não têm consciência da vida, gay também é gente’. Por isso colocou essa frase na música. Agradou porque ele fez do jeito certo”, contou.

No encerramento, Hildebrando valorizou a autenticidade do grupo, que segue sem substitutos à altura no cenário nacional. “Nesses 30 anos, não apareceu ninguém igual. Ele [Dinho] não programou nada para agradar nem A, nem B. Fez uma música pensando nele, e só depois para todo mundo. É o legado que ele deixou”, finalizou.

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