O ator Wagner Moura, indicado ao Oscar por “O Agente Secreto”, comparou Jair Bolsonaro a Donald Trump durante entrevista a Jimmy Kimmel nos EUA. Moura afirmou que o cenário político do governo anterior foi o combustível para a criação do filme e celebrou a velocidade da Justiça brasileira após os ataques de 8 de janeiro.

Em entrevista nos EUA, Wagner Moura chama Bolsonaro de 'Trump brasileiro' (Foto: Reprodução/YouTube)
Em entrevista nos EUA, Wagner Moura chama Bolsonaro de 'Trump brasileiro' (Foto: Reprodução/YouTube)

Durante uma entrevista no programa de televisão “Jimmy Kimmel Live!”, da emissora ABC, que é exibida em rede nacional nos EUA, o ator Wagner Moura fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que ele era o “Trump brasileiro”.

A conversa girou em torno da política brasileira e do contexto do filme Agente Secreto, que garantiu a Moura a indicação ao Oscar de Melhor Ator, além de concorrer em outras três categorias, incluindo Melhor Filme.

Ao comentar sobre premiações, Moura disse que cogitou agradecer Bolsonaro caso vencesse o Oscar, numa referência ao discurso irônico de Jimmy Kimmel sobre Donald Trump.

“Eu pensei que era uma ideia brilhante e que eu deveria basicamente agradecer ao Bolsonaro. Bolsonaro é o nosso Donald Trump brasileiro”, afirmou Wagner Moura, arrancando risos e aplausos da plateia.

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Wagner Moura deu mais detalhes do filme

Moura revelou que O Agente Secreto nasceu do incômodo que ele e o diretor Kleber Mendonça Filho sentiram durante o governo Bolsonaro, enfatizando que o filme não teria acontecido sem aquele cenário político. O ator relembrou o ambiente de contestação eleitoral e ataques às instituições, citando a semelhança entre os episódios de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e 6 de janeiro de 2021, nos EUA.

Para Moura, o Brasil foi mais ágil em responder aos ataques, prendendo participantes, financiadores e responsabilizando Bolsonaro: “O Brasil foi muito rápido em mandar as pessoas para a cadeia. O Bolsonaro está preso. Os financiadores estão presos”.

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