Geraldo Alckmin anunciou que deve deixar o Ministério do Desenvolvimento até abril para disputar as eleições. O futuro político do vice-presidente ainda é incerto, com possibilidade de permanecer na chapa presidencial ou concorrer ao governo de São Paulo.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta quinta-feira (05) que deve deixar o comando da pasta até abril para disputar as eleições deste ano.
O prazo corresponde ao limite de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral para ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer a mandatos.
Alckmin vai deixar ministério
A saída do ministério ocorre em meio às articulações políticas para a formação das chapas eleitorais. Apesar de receber elogios públicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a permanência de Alckmin como candidato a vice-presidente em uma eventual nova chapa presidencial ainda não está definida.
Nos bastidores, Lula afirmou que o aliado terá um “papel a cumprir” nas eleições em São Paulo, declaração que abriu espaço para especulações sobre o futuro político do ex-governador. Uma ala do PT defende que a vaga de vice na chapa presidencial seja cedida ao MDB, como estratégia para ampliar a base de alianças.
Disputa ao Governo de SP
Caso não permaneça no posto atual ou na vice-presidência, Alckmin pode disputar o governo de São Paulo. Nesse cenário, ele enfrentaria o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo relatos de bastidores, no entanto, o ex-tucano demonstra resistência à ideia de entrar na disputa estadual.
Enquanto isso, o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é o principal cotado por Lula para disputar o governo paulista, ainda que o chefe da pasta não enxergue a disputa com bons olhos. Outro caminho para o ministro seria disputar uma vaga no Senado Federal.
Disputa em São Paulo
O presidente trata o cenário eleitoral paulista com cautela devido ao peso político do estado, que concentra o maior colégio eleitoral do país. Nas eleições de 2022, Lula foi derrotado em São Paulo pelo então candidato Jair Bolsonaro (PL) por uma diferença de cerca de 2,7 milhões de votos, embora tenha alcançado aproximadamente 11,5 milhões de eleitores no estado.
