Uma menina de 9 anos foi encontrada morta na tarde de quarta-feira (3), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A criança chegou a ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário, mas já estava sem sinais vitais. A polícia investiga a possibilidade de ela ter participado do chamado “desafio do desodorante”.

(Foto: Divulgação/PCMT)
(Foto: Divulgação/PCMT)

Uma menina de 9 anos foi encontrada morta na tarde de quarta-feira (3), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A criança chegou a ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário, mas já estava sem sinais vitais. A polícia investiga a possibilidade de ela ter participado do chamado “desafio do desodorante”.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a menina estava sob os cuidados de uma tia enquanto os pais haviam saído para levar o filho recém-nascido ao hospital. Ao retornarem para casa, eles imaginaram que a filha estivesse dormindo. No entanto, perceberam que ela não reagia e estava deitada de bruços, com um tubo de desodorante ao lado.

De acordo com o relato da família, a criança apresentava os lábios arroxeados e não respondia a estímulos. O pai ainda tentou reanimá-la com respiração boca a boca e massagem cardíaca. Durante o socorro, a menina chegou a vomitar, mas não voltou a respirar.

Diante da situação, os familiares a levaram por meios próprios até a UPA do Universitário. No local, equipes médicas também tentaram realizar manobras de reanimação, mas a morte foi confirmada por volta das 15h.

O caso foi registrado como morte decorrente de fato atípico. Exames necroscópicos deverão apontar a causa exata do óbito.

Investigação e alerta sobre desafios virais

A Polícia Civil apura se a criança inalou o conteúdo do desodorante antes de morrer, hipótese relacionada ao chamado “desafio do desodorante”, prática que circula nas redes sociais.

O episódio reacende o alerta de especialistas sobre os chamados desafios virais da internet. Esse tipo de conteúdo costuma se espalhar rapidamente nas plataformas digitais e incentiva crianças e adolescentes a realizarem ações perigosas em busca de curtidas, visualizações e popularidade online.

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