O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer à Justiça após sofrer uma derrota em um processo movido contra a influenciadora e cantora Jojo Todynho. A sigla apresentou um recurso para tentar reverter a decisão que havia encerrado a ação ainda na primeira instância.

Jojo Todynho se envolve em disputa judicial com o Partido dos Trabalhadores após declarações sobre suposta proposta de apoio político em entrevista. Foto: Divulgação.
Jojo Todynho se envolve em disputa judicial com o Partido dos Trabalhadores após declarações sobre suposta proposta de apoio político em entrevista. Foto: Divulgação.

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer à Justiça após sofrer uma derrota em um processo movido contra a influenciadora e cantora Jojo Todynho. A sigla apresentou um recurso para tentar reverter a decisão que havia encerrado a ação ainda na primeira instância.

A disputa judicial envolve declarações feitas pela artista durante participação no podcast Conversa Paralela, nas quais ela afirmou ter recebido uma proposta para apoiar uma candidatura presidencial.

No recurso, classificado juridicamente como “recurso em sentido estrito”, o partido afirma que as falas de Jojo faziam referência direta ao PT, mesmo sem citar o nome da legenda explicitamente.

Segundo a defesa, não haveria dúvidas de que a influenciadora estaria apontando o partido como responsável pela suposta proposta de pagamento para divulgar apoio político-eleitoral. A legenda também destacou que é a responsável pelas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e argumenta que o relato não teria sido genérico.

Divergência sobre a decisão inicial

O PT também contestou o entendimento do juiz que analisou o caso inicialmente. Na decisão, o magistrado avaliou que a contratação de artistas e figuras públicas para campanhas eleitorais é algo comum e não representa, por si só, uma prática desonrosa.

Para o partido, no entanto, Jojo não descreveu uma contratação regular. Segundo a sigla, a influenciadora teria sugerido a existência de uma abordagem irregular ao afirmar que o primeiro contato teria sido feito por telefone “para não deixar rastro”.

De acordo com a defesa do PT, essa expressão indicaria uma tentativa de ocultar a negociação e sugeriria a existência de um esquema clandestino para compra de apoio político, algo que o partido nega.

Origem da polêmica

A controvérsia começou em 2023, quando Jojo Todynho afirmou em entrevista que teria recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura presidencial de Lula. Segundo ela, o contato teria começado por telefone e sido discutido posteriormente em um almoço.

O PT negou a versão apresentada pela artista e afirmou que as declarações seriam falsas e prejudicariam a reputação da legenda.

Decisão da Justiça

O caso foi analisado pelo juiz Fernando Augusto Andrade Conceição, da 14ª Vara Criminal da Barra Funda, no Tribunal de Justiça de São Paulo. Em decisão publicada em fevereiro, o magistrado rejeitou a queixa-crime apresentada pelo partido.

Na avaliação do juiz, as declarações de Jojo Todynho não indicavam de forma direta que o partido teria oferecido dinheiro para promover uma campanha eleitoral. Por isso, entendeu que não havia elementos suficientes para que o processo continuasse.

Além de rejeitar a ação, a decisão determinou que o PT pague R$ 10 mil em honorários advocatícios aos advogados da influenciadora.

Agora, com o recurso apresentado, o partido tenta fazer com que a Justiça reavalie o caso e permita que a ação judicial siga adiante.

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