O escritório Barci de Moraes, comandado pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, confirmou contrato de consultoria jurídica com o Banco Master entre 2024 e 2025. A banca afirma que realizou reuniões, pareceres técnicos e análises estratégicas, mas diz que não atuou em processos no STF.
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados confirmou nesta segunda-feira (9) que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
A banca é comandada pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo nota divulgada pelo escritório, a equipe jurídica realizou “ampla consultoria e atuação jurídica” para a instituição financeira, que pertencia ao empresário Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal.
De acordo com o comunicado, o contrato foi encerrado em novembro de 2025, quando o banco passou por liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central do Brasil.
Durante o período de vigência do acordo, o escritório afirma ter realizado 94 reuniões de trabalho e produzido 36 pareceres técnicos sobre temas como previdência, contratos, relações trabalhistas, compliance, proteção de dados e crédito.
A banca também informou que mobilizou uma equipe de 15 advogados para atender o banco e contratou outros três escritórios especializados para auxiliar na consultoria.
Entre as atividades desenvolvidas estariam a revisão de políticas internas de compliance, elaboração de pareceres jurídicos e orientação estratégica sobre processos administrativos e penais que poderiam impactar a instituição.
O escritório ressaltou ainda que nunca conduziu causas para o Banco Master no âmbito do STF.
O valor do contrato não foi divulgado oficialmente. Reportagem do jornal O Globo apontou que o acordo teria sido de R$ 129 milhões, cifra considerada acima da média do mercado.
O caso ganhou repercussão após reportagem indicar que o ministro Alexandre de Moraes teria trocado mensagens com Daniel Vorcaro no dia da prisão do empresário. O magistrado nega a informação.
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