A decisão ocorreu porque o ex-jogador teria descumprido uma das condições impostas pela Justiça ao viajar para o Acre sem autorização judicial. Segundo o processo, a viagem aconteceu em 15 de fevereiro, poucos dias após ele obter o benefício.

Ex-Goleiro Bruno (Foto: Renata Caldeira/TJMG)
Ex-Goleiro Bruno (Foto: Renata Caldeira/TJMG)

A Justiça do Rio de Janeiro passou a considerar foragido o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio. A decisão foi tomada após o ex-jogador não se apresentar às autoridades depois da revogação de seu livramento condicional.

O mandado de prisão foi emitido no dia 5 de março pela Vara de Execuções Penais do estado. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Bruno deveria retornar ao regime semiaberto após perder o benefício, mas não compareceu à Justiça dentro do prazo determinado.

De acordo com a decisão judicial, o ex-atleta teria descumprido uma das regras impostas para a concessão da liberdade condicional. No dia 15 de fevereiro, poucos dias depois de receber o benefício, ele teria viajado para o estado do Acre sem autorização da Justiça.

Entre as condições estabelecidas, Bruno estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro. Diante da infração, a Vara de Execuções Penais decidiu revogar o benefício e determinou que o ex-goleiro volte a cumprir pena em regime semiaberto.

Defesa orienta Bruno a não se apresentar à Justiça

A defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes informou que orientou o cliente a não se apresentar às autoridades neste momento. Em declaração ao g1, a advogada Mariana Migliorini afirmou que pretende recorrer da decisão judicial e aguardar a análise do recurso antes de qualquer medida por parte do ex-jogador.

Segundo a advogada, caso Bruno se apresente agora, existe o risco de que ele acabe cumprindo a pena em regime fechado, mesmo tendo direito ao regime semiaberto, situação que a defesa considera inadequada.

A representante legal também destacou que o ex-atleta vinha seguindo as condições impostas pela Justiça desde que obteve o benefício. De acordo com ela, durante aproximadamente três anos Bruno teria cumprido todas as determinações, comparecendo ao patronato sempre que solicitado, realizando as assinaturas periódicas, mantendo o endereço atualizado e respeitando as exigências estabelecidas pelo Judiciário.

Condenação pelo assassinato de Eliza Samudio

O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a uma pena superior a 22 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio. O caso aconteceu em 2010 e ganhou grande repercussão no Brasil e no exterior.

De acordo com as investigações e decisões judiciais, Eliza foi morta após cobrar do ex-atleta o reconhecimento da paternidade do filho que teve com ele. O crime chocou a opinião pública e se tornou um dos casos criminais mais conhecidos do país.

Bruno passou anos preso e, desde 2023, estava cumprindo pena em liberdade condicional, benefício concedido pela Justiça com a imposição de uma série de regras que deveriam ser seguidas pelo ex-jogador.

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