A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou reajustes na conta de luz no Rio de Janeiro. O aumento médio pode chegar a 15,46% nas áreas atendidas pela Enel Distribuição Rio e 8,59% nas regiões da Light.

Reajuste nas tarifas pode superar 15¨no Rio (Foto: Freepik)
Reajuste nas tarifas pode superar 15¨no Rio (Foto: Freepik)

O reajuste na tarifa de energia autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o estado do Rio de Janeiro pode superar os 15% para 2026, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (10). Os novos índices passam a valer no domingo (15).

O estado fluminense é abastecido por duas concessionárias licenciadas: a Light, que cobre a capital e outros 30 municípios, atendendo cerca de 11,6 milhões de pessoas; e a Enel Distribuição Rio (Enel RJ), atuando em 66 cidades, incluindo a região metropolitana e regiões litorâneas, com aproximadamente 7,1 milhões de habitantes abastecidos.

Justificativa da Enel RJ para o aumento

A Enel RJ conclui um reajuste médio para o consumidor de 15,46% para o ano vigente. Na justificativa, a agência defendeu que as tarifas “foram impactados por componentes financeiros do processo tarifário atual e anterior, além de custos com pagamento de encargos setoriais e gastos com distribuição e compra de energia.”

Para os consumidores de baixa tensão, o novo preço sofreu reajuste de 14,23%, apresentando contraste com o acerto do ano anterior, de apenas 1,31%. Desta vez, os clientes de alta tensão sofrerão com mudança de 19,84% nos valores.

Reajuste da Light

Já os municípios atendidos pela Light enxergam um reajuste médio de 8,59% completamente oposto à correção do ano anterior, quando ANEEL havia autorizado desconto de 1,67% nas tarifas, ou seja, redução no preço da energia. Os novos preços subiram 6,56% para clientes de baixa tensão, e 13,46% para os de alta.

“Os principais fatores que pressionaram o reajuste deste ano foram os custos relacionados aos encargos setoriais e às despesas com transporte e aquisição de energia. Por outro lado, a retirada de componentes financeiros homologados no ano anterior, somada à inclusão de novos componentes financeiros pela Agência, ajudou a atenuar o impacto final das tarifas”, escreveu a agência reguladora.

Cliente de baixa e alta tensão

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A2 (>88 kV <138 kV), A3 (>69 kV), A3a (>30 kV a 44 kV) e A4 (>2,3 kV <25 kV).

Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse baixa renda); B2 (Rural e subclasses); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

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