A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (10) para os riscos à saúde provocados pela chamada “chuva negra” registrada no Irã. O fenômeno teria sido causado após ataques a instalações petrolíferas do país.

Fumaça e resíduos de petróleo provocaram registros de “chuva negra” na capital Teerã. Foto: Divulgação / Redes sociais,
Fumaça e resíduos de petróleo provocaram registros de “chuva negra” na capital Teerã. Foto: Divulgação / Redes sociais,

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (10) para os riscos à saúde provocados pela chamada “chuva negra” registrada no Irã. O fenômeno teria sido causado após ataques a instalações petrolíferas do país.

Segundo a agência da Organização das Nações Unidas, a precipitação carregada de resíduos de petróleo pode afetar a qualidade do ar e causar problemas respiratórios na população.

Relatos recebidos pela organização indicam que, nos últimos dias, houve registros de chuva misturada com partículas de petróleo em diferentes áreas do país.

Na segunda-feira (9), a capital Teerã foi tomada por uma densa fumaça escura após uma refinaria ser atingida. O episódio ocorreu em meio à escalada de ataques contra a infraestrutura energética iraniana.

De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, o fenômeno representa um risco direto à saúde.

“A chuva negra e a chuva ácida que a acompanha são, de fato, um perigo para a população, principalmente para as vias respiratórias”, afirmou durante coletiva de imprensa em Genebra.

Recomendação é evitar exposição

Diante da deterioração da qualidade do ar, autoridades iranianas recomendaram que a população permaneça em casa sempre que possível.

A orientação foi apoiada pela Organização Mundial da Saúde, que destacou os riscos associados à fumaça e aos resíduos liberados após incêndios em instalações de armazenamento de petróleo.

“Considerando o que está em risco no momento, com refinarias atingidas e incêndios que afetam seriamente a qualidade do ar, permanecer em casa é definitivamente uma boa ideia”, disse Lindmeier.

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