O suspeito do caso Guilherme Victor negou todas as acusações. Ele afirma não ter envolvimento no sequestro, nega tentativa de fuga e diz que sua relação com o jovem era superficial, contestando a versão da família que o aponta como responsável pelo crime que terminou com a vítima decapitada.
A descoberta do corpo de Guilherme Victor Paixão dos Anjos, encontrado decapitado e com sinais de tortura extrema na manhã de segunda-feira (9), após ser sequestrado chocou o município de Camaçari (BA).
Em uma entrevista ao portal Bahia no Ar, o homem apontado pela família da vítima como o principal mentor ou participante do sequestro manifestou-se pela primeira vez, e negou todas as acusações que pesam contra ele.
Durante a declaração, o entrevistado afirmou que o contato com Guilherme Victor era “mínimo” e que não havia qualquer motivo ou histórico de desentendimento que justificasse tamanha violência.
A participação e planejamento do sequestro de Guilherme ocorrido no dia 28 de fevereiro foram negados pelo suspeito, além de declarar não ter nenhum envolvimento na execução bárbara que resultou na decapitação do jovem.
Um dos pontos mais destacado da entrevista foi a negativa de que estaria foragido. O homem afirmou que não tentou deixar a região após o corpo ser encontrado e que está à disposição para esclarecimentos, alegando inocência frente às denúncias feitas pelos familiares de Guilherme.
Perícia no corpo de Guilherme Victor
O laudo preliminar da polícia confirmou que Guilherme foi vítima de uma crueldade atípica. O corpo foi localizado na Estrada da Biribeira com a cabeça separada do tronco e múltiplas lesões, o que indica um crime com características de “execução pedagógica” ou vingança.
Sepultamento do jovem
A família de Guilherme, que deixa três filhos pequenos, realizou o sepultamento na manhã de terça-feira (10) no Cemitério Jardim da Eternidade.
