A Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que familiares de Marcinho VP foram alvos da Operação Contenção Red Legacy contra o Comando Vermelho. Segundo a investigação, Márcia Gama, esposa do traficante e mãe do rapper Oruam, e Landerson Nepomuceno, sobrinho do líder da facção, atuariam como elo de comunicação entre integrantes presos e operadores do grupo nas comunidades. Ambos são considerados foragidos.
A Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (11) contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV), também teve como alvos familiares de um dos principais líderes da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP.
Segundo investigadores da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), Márcia Gama, esposa de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, e Landerson Nepomuceno, sobrinho do traficante, são apontados como responsáveis por manter a comunicação entre integrantes da facção dentro e fora do sistema prisional.
Os dois não foram encontrados nos endereços ligados a eles durante o cumprimento dos mandados judiciais e, segundo a polícia, são considerados foragidos da Justiça.
Intermediação fora do presídio envolvendo mãe de Oruam
De acordo com a investigação, Márcia Gama atuaria como intermediária dos interesses do Comando Vermelho fora das unidades prisionais. Segundo os policiais, ela mantinha contato com integrantes da organização e facilitava a circulação de informações entre líderes presos e operadores que atuam nas comunidades dominadas pela facção.
Para os investigadores, esse tipo de atuação é comum em organizações criminosas estruturadas e permite que lideranças encarceradas continuem exercendo influência sobre decisões estratégicas e operações nas ruas.
Articulação dentro da estrutura da facção
Já Landerson, sobrinho de Marcinho VP, teria papel de articulação dentro da estrutura criminosa.
Segundo a polícia, ele seria responsável por fazer a ponte entre integrantes da cúpula da facção, traficantes que atuam em comunidades e pessoas ligadas a atividades econômicas exploradas pelo grupo, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para gerar recursos e ampliar o poder da organização.
Estrutura familiar
A investigação aponta que a participação de familiares no funcionamento da organização reforça a estrutura hierárquica e o modelo de governança interna do Comando Vermelho, mesmo com suas principais lideranças presas há décadas.
Marcinho VP, considerado um dos chefes históricos da facção, cumpre pena no sistema penitenciário federal. Ainda assim, segundo a polícia, ele continuaria exercendo influência sobre a estrutura e as decisões do grupo criminoso.
