O senador Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula por cancelar a viagem ao Chile para a posse de José Antonio Kast. O parlamentar afirmou que a decisão foi motivada por questões pessoais e também defendeu a inocência do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de agradecer ao governo argentino por conceder refúgio a um brasileiro investigado pelos ataques de 8 de janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter desistido de viajar ao Chile para participar da posse do presidente eleito José Antonio Kast.

Segundo o parlamentar, o petista cancelou a viagem após ele confirmar presença na cerimônia realizada em Valparaíso. Em declaração a jornalistas na escadaria do Congresso chileno, Flávio classificou a decisão como um gesto de intolerância política.

“O Lula foi muito pequeno com essa postura, ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele. O Chile é um importante parceiro comercial do Brasil, pode ser uma saída para o oceano Pacífico, com o corredor bioceânico. Ele deixa de defender os interesses dos brasileiros e coloca uma questão pessoal, uma birra, um rancor em primeiro lugar”, afirmou.

Indicado como pré-candidato do bolsonarismo para disputar a Presidência contra Lula, o senador também disse que o presidente tem “ódio no coração” e age com rancor.

Mudança política no Chile

A posse de José Antonio Kast marca uma mudança no cenário político chileno. O novo presidente é considerado o político mais à direita a comandar o país desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990.

Com a vitória de Kast, o país encerra quatro anos do governo do esquerdista Gabriel Boric, aliado político de Lula na América do Sul.

Defesa de Jair Bolsonaro

Durante a viagem, Flávio Bolsonaro também comentou a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso sob acusação de tentativa de golpe de Estado.

“Ele é muito forte, tem uma mente muito forte e está muito consciente do que está acontecendo no Brasil. Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de a ex-presidente chilena Michelle Bachelet assumir o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o senador afirmou que a entidade perdeu legitimidade e estaria dominada por ideologias.

Refúgio a brasileiro

Flávio também agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, após autoridades do país concederem refúgio a um brasileiro procurado pela Justiça por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes em Ataques de 8 de janeiro de 2023.

O beneficiado foi Joel Borges Correa, preso no país vizinho quando tentava atravessar a Cordilheira dos Andes rumo ao Chile, em novembro de 2024.

“Espero que seja o primeiro de muitos. Os brasileiros foram para lá em busca de esperança, em busca de viver em um país democrático e, assim que a democracia retornar plenamente ao Brasil, essas pessoas poderão voltar”, afirmou.

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