O Brasil registrou neste mês de março o primeiro caso de sarampo no ano de 2026. De acordo com o Ministério da Saúde, a vítima é uma bebê de seis meses, que não foi vacinada, e esteve na Bolívia em janeiro, onde contraiu a doença.
O caso foi registrado em fevereiro, e exames laboratoriais agora confirmaram o a infecção. Em 2025, o país sofreu com 38 casos confirmados, sendo 25 deles apenas no Tocantins, estado com o maior número de registros. As demais menções da doença foram importadas do exterior para Distrito Federal (1), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (1), Maranhão (1) e Mato Grosso (6).
De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o país não registra casos autóctones, ou seja, quando a infecção acontece dentro de seu território, desde 2022.
Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Casos esporádicos, como os descritos, não comprometem a manutenção dessa certificação.
Surto nas Américas
Em novembro de 2025, a Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação para a Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita da OPAS notificou que as Américas perderam a certificação de região livre da doença, depois de ter sido a primeira região do mundo a eliminar o sarampo duas vezes.
Durante o último ano, foram relatados 14.981 casos confirmados em 13 países (aproximadamente 95% dos casos da região no Canadá, México e Estados Unidos), um aumento de 32 vezes em comparação com 2024. Vinte e nove mortes foram registradas: 24 no México, 3 nos Estados Unidos e 2 no Canadá.
Surtos atingiram pelo menos sete países, entre eles o Brasil, desencadeados principalmente por casos importados. A transmissão afetou majoritariamente comunidades com baixa cobertura vacinal, com 89% dos casos ocorrendo em indivíduos não vacinados ou com estado vacinal desconhecido. Crianças menores de 1 ano são as mais afetadas, seguidas por aquelas com idade entre um e quatro anos.
Sarampo e vacinação
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já respondeu como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar do mundo já ter alcançado avanços significativos no controle e prevenção, a negligência da vacinação possibilita o retorno das infecções.
O paciente com sarampo apresenta erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
A melhor maneira de evitar a doença é através da vacinação. A vacina contra o sarampo integra o Calendário Nacional de Vacinação e a primeira dose deve ser ministrada aos 12 meses de idade. A segunda dose deve ser dada aos 15 meses.
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