Medidas adotadas no transporte público e por aplicativos buscam ampliar a segurança de mulheres durante deslocamentos nas cidades. No Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto que prevê vagões exclusivos femininos funcionando 24 horas por dia em trens e no metrô. Já aplicativos de mobilidade, como a Uber, ampliaram ferramentas que permitem solicitar corridas apenas com motoristas mulheres.

Iniciativas no transporte público e por aplicativo prometem mais segurança às mulheres
Iniciativas no transporte público e por aplicativo prometem mais segurança às mulheres

Iniciativas recentes no transporte público e nos serviços por aplicativo têm buscado reforçar a segurança de mulheres durante os deslocamentos diários. Nesta quarta-feira (11), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que prevê a ampliação do funcionamento dos vagões exclusivos para mulheres no metrô e nos trens do estado.

A proposta, apresentada pelo deputado Guilherme Delaroli, determina que os vagões femininos funcionem 24 horas por dia. O texto ainda precisa ser sancionado pelo governador Cláudio Castro. Atualmente, os vagões exclusivos operam apenas em dias úteis, nos horários de pico: das 6h às 9h e das 17h às 20h, o que gerava confusão entre os usuários e reinvidicações das passageiras.

Segundo o projeto, a ampliação da medida busca reduzir situações de assédio e importunação sexual que ocorrem dentro do transporte público, especialmente nos horários de menor movimento, quando os vagões exclusivos deixam de ser obrigatórios. Casos de homens invadindo esses espaços também são registrados com frequência nos últimos anos.

Como funciona em São Paulo

No metrô da capital paulista, a medida não foi implementada. Um projeto semelhante chegou a ser aprovado pela Assembleia Legislativa em 2014, mas acabou vetado pelo então governador Geraldo Alckmin.

Na época, movimentos sociais e feministas argumentaram que a separação poderia representar uma forma de segregação e não resolveria o problema do assédio.

Após o veto, o metrô passou a investir em outras estratégias de segurança, como a presença de agentes à paisana nas estações para identificar casos de violência ou importunação sexual.

Aplicativos também ampliam medidas

Além do transporte público, empresas de mobilidade também têm adotado recursos voltados à segurança feminina.

A Uber anunciou a expansão do recurso “Uber Mulher” para 13 capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Recife, Manaus, Fortaleza, Belém, João Pessoa, Goiânia, São Luís e Cuiabá.

A ferramenta permite que usuárias solicitem corridas realizadas exclusivamente por motoristas mulheres.

O recurso pode ser utilizado ao agendar viagens com antecedência, ativando a preferência por motoristas mulheres no perfil ou selecionando diretamente a opção “Uber Mulher” no aplicativo.

A função também foi integrada ao serviço Uber Conta Teens, voltado para jovens de 12 a 17 anos, mantendo acompanhamento em tempo real pelos responsáveis.

O mercado também conta com aplicativos voltados especificamente para passageiras, como LadyDriver e FemiTaxi.

Já a concorrente 99 possui o recurso 99Mulher, que permite que motoristas mulheres aceitem apenas corridas solicitadas por passageiras.

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