O barril de petróleo voltou a fechar acima de US$ 100 nesta quinta-feira (12), pela primeira vez desde 2022. A alta é impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pelo temor de interrupções no fornecimento global de energia, especialmente nas rotas do Golfo Pérsico.

Entidades revelam medo de desabastecimento (Foto: Divulgação / Petrobras)
Entidades revelam medo de desabastecimento (Foto: Divulgação / Petrobras)

O preço do barril de petróleo voltou a ultrapassar a marca de 100 dólares nesta quinta-feira (12), encerrando o dia acima desse patamar pela primeira vez desde 2022. O movimento reflete a forte tensão no mercado global de energia diante da escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos.

O petróleo Brent, referência internacional para os preços do combustível, fechou o pregão no nível que não era registrado desde agosto de 2022, meses após o início da invasão da Rússia ao território ucraniano.

A alta ocorre em meio ao temor de interrupções no fornecimento global de energia, já que a região do Golfo Pérsico concentra algumas das principais rotas e produtores mundiais de petróleo.

Preço do petróleo preocupa

O avanço dos preços está diretamente ligado ao agravamento da guerra envolvendo o Irã. Ataques a infraestruturas energéticas, navios e a ameaça de restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo, aumentaram o receio de que parte da produção global seja interrompida.

Nos últimos dias, o barril chegou a registrar picos ainda maiores durante as negociações, com analistas apontando que a instabilidade geopolítica pode manter o petróleo em patamares elevados caso o conflito se prolongue. A escalada também reacende preocupações sobre inflação e impacto nos preços de combustíveis e energia em diversos países.

 Caso haja novas interrupções na produção ou no transporte de petróleo, especialistas avaliam que os preços podem subir ainda mais, pressionando a economia global e ampliando os efeitos da guerra sobre os mercados internacionais.

No Brasil, o governo federal decidiu, nesta quinta-feira, zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel como forma de conter a alta do combustível provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

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