Após ser levado ao hospital com vômitos, febre e queda na oxigenação, a defesa de Jair Bolsonaro voltou a pedir prisão domiciliar. O advogado Paulo Cunha afirmou que o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados médicos que não poderiam ser garantidos na prisão. Na semana passada, o STF decidiu manter Bolsonaro preso na Papudinha.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir a concessão de prisão domiciliar após ele ser levado ao hospital na manhã desta sexta-feira (13). O político apresentou vômitos, febre, calafrios e redução na oxigenação do sangue enquanto cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
Em publicação nas redes sociais, o advogado Paulo Cunha afirmou que Bolsonaro foi encaminhado ao Hospital DF Star para avaliação médica e que o diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe liderada pelo cardiologista Leandro Echenique.
Detalhes do estado de saúde de Jair Bolsonaro
Segundo o advogado, o ex-presidente apresentou crises de vômito e redução significativa da oxigenação no sangue, quadro que exigiria acompanhamento médico constante. A defesa sustenta que essas condições de saúde reforçam a necessidade de transferência para regime domiciliar.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional”, escreveu Cunha.
Na mesma publicação, o advogado afirmou ainda que sintomas como os registrados nesta sexta-feira já haviam sido mencionados em laudos médicos apresentados anteriormente ao Judiciário.
Cunha também comparou a situação de Bolsonaro com a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização para cumprir pena em prisão domiciliar em razão do avanço da doença de Parkinson.
Prisão domiciliar negada pelo STF
Apesar dos pedidos da defesa, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu recentemente manter Bolsonaro preso na Papudinha. A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte, que analisou recurso contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Os advogados do ex-presidente alegaram ao tribunal que ele estaria com “saúde delicada” e apresentaria diversas doenças graves, argumento usado para solicitar a transferência para prisão domiciliar.
Por unanimidade, os ministros decidiram manter o ex-presidente no presídio localizado no complexo da Papuda, rejeitando o pedido da defesa.
