Um protesto contra a crise energética e a falta de alimentos terminou em violência na cidade de Morón, em Cuba. Manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista e incendiaram móveis na rua.

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Um protesto contra apagões e escassez de alimentos terminou em violência na madrugada deste sábado (14) na cidade de Morón, em Cuba. Manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista e provocaram um incêndio em frente ao prédio, segundo informou o jornal estatal Invasor.

De acordo com a publicação, a manifestação começou de forma pacífica na noite de sexta-feira (13), mas acabou se transformando em atos de vandalismo após um confronto verbal com autoridades locais. Um grupo menor teria apedrejado a sede do Comitê Municipal do partido e incendiado móveis retirados da área de recepção do edifício.

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Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um grande incêndio em frente ao prédio e pessoas arremessando pedras contra as janelas enquanto gritam “liberdade”. A agência Reuters confirmou que um dos vídeos foi gravado em Morón, cidade localizada a cerca de 400 quilômetros a leste de Havana, na costa norte da ilha, próxima ao polo turístico de Cayo Coco.

Segundo o jornal estatal, outros estabelecimentos públicos também foram alvo de ataques, incluindo uma farmácia e um mercado administrado pelo governo.

Os protestos ocorrem em meio ao agravamento da crise econômica no país, marcada por falta de alimentos, combustível, medicamentos e energia elétrica. A situação foi agravada após os Estados Unidos restringirem o envio de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçarem aplicar tarifas a países que comercializem combustível com a ilha.

Nos últimos dias, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Cuba estaria próxima de um colapso econômico ou disposta a negociar com Washington. O governo cubano confirmou na sexta-feira que iniciou conversas com autoridades americanas para tentar reduzir os efeitos da crise.

Protestos públicos são raros em Cuba. Embora a Constituição de 2019 reconheça o direito de manifestação, ainda não existe uma lei específica que regulamente como esses atos podem ocorrer, o que cria um cenário de insegurança jurídica para quem vai às ruas.

Morón já havia sido palco de manifestações durante os protestos de 11 de julho de 2021, considerados os maiores registrados no país desde a Revolução Cubana de 1959.

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