O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro foi atualizado neste domingo (15). Embora o boletim oficial mencione “estabilidade”, o Hospital DF Star confirmou uma nova elevação nos marcadores inflamatórios, obrigando a junta médica a mudar a estratégia e ampliar a dosagem de antibióticos. Internado desde sexta-feira (13) com pneumonia bacteriana bilateral, o capitão da reserva segue sob vigilância total na UTI, sem qualquer perspectiva de retornar à unidade prisional onde está detido.
O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro foi atualizado neste domingo (15) por meio de um novo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente apresenta um quadro de estabilidade clínica e melhora na função renal.
No entanto, a equipe médica detectou uma nova elevação nos marcadores inflamatórios do sangue, o que forçou a decisão de ampliar a cobertura de antibióticos para combater a pneumonia bacteriana bilateral.
Decisão médica e suporte intensivo
Apesar da estabilidade citada no documento, a situação ainda exige vigilância rigorosa. O aumento da inflamação indica que o organismo de Bolsonaro ainda enfrenta resistência no combate à infecção pulmonar. Por conta disso, o suporte clínico foi intensificado, unindo o reforço da medicação a sessões constantes de fisioterapia respiratória e motora. A junta médica, composta por especialistas em cardiologia e terapia intensiva, afirmou que, diante do novo cenário inflamatório, não há qualquer previsão de alta da UTI nas próximas horas.
Entenda o diagnóstico e o histórico da internação de Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi encaminhado ao hospital após passar mal na “Papudinha”, unidade prisional onde está detido. O diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral ocorreu após um episódio de broncoaspiração, que resultou na inflamação de ambos os pulmões.
O quadro é monitorado por uma equipe liderada pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado. A preocupação central dos especialistas é controlar a infecção respiratória sem comprometer o funcionamento dos rins, que já apresentaram sinais de sobrecarga devido ao uso intenso de medicamentos desde o início do tratamento.
