As bombas de fragmentação são caracterizadas pela liberação de diversas submunições ainda no ar, que se espalham por áreas amplas e atingem múltiplos pontos de forma simultânea. Esse tipo de armamento é considerado indiscriminado, já que pode atingir não apenas alvos militares, mas também residências, comércios e espaços públicos. Em ataques recentes, análises indicam que esses artefatos têm sido utilizados para ampliar o alcance ofensivo e dificultar sistemas de defesa aérea.

Bomba de fragmentação (Foto: Reprodução)
Bomba de fragmentação (Foto: Reprodução)

O aumento das tensões no Oriente Médio tem sido acompanhado pelo uso de diferentes estratégias militares por países como Irã, Israel e Estados Unidos, incluindo armamentos de alto impacto.

Entre eles, ganham destaque dois tipos de explosivos empregados em operações recentes, as bombas de fragmentação e as bombas de penetração, cada uma desenvolvida para objetivos específicos em cenários de combate.

As bombas de fragmentação são projetadas para se dispersar no ar, liberando múltiplos submunições sobre uma ampla área, o que amplia o alcance do ataque. Já as bombas de penetração têm como foco atingir estruturas reforçadas, como bunkers subterrâneos, sendo utilizadas em alvos estratégicos mais protegidos.

Bombas de fragmentação

As bombas de fragmentação têm sido apontadas como um dos armamentos utilizados pelo Irã em ataques direcionados a áreas abertas em grandes centros urbanos de Israel. Diferentemente de outros explosivos convencionais, esse tipo de munição pode ser transportado por mísseis, mas não explode ao atingir o solo.

A detonação ocorre ainda no ar, liberando uma grande quantidade de submunições que se espalham por uma área extensa, que pode alcançar dimensões equivalentes a vários campos de futebol. Esses pequenos explosivos, semelhantes ao tamanho de granadas, são projetados para se dispersar horizontalmente, ampliando o alcance do impacto.

Em geral, esse tipo de armamento não é voltado para destruir estruturas reforçadas ou alvos blindados. Seu uso costuma estar associado a ataques contra tropas em campo aberto ou veículos militares de menor proteção, o que aumenta a preocupação internacional devido ao risco de atingir áreas amplas e, consequentemente, civis.

Bombas de penetração

As chamadas bombas de penetração têm sido empregadas em operações militares específicas, como ações recentes conduzidas pelos Estados Unidos em regiões estratégicas do Oriente Médio. Diferentemente de outros tipos de explosivos, esse armamento é desenvolvido para atingir alvos subterrâneos com alta precisão.

Essas bombas são projetadas para perfurar o solo em alta velocidade antes de explodir, alcançando estruturas protegidas, como bunkers, túneis e instalações militares enterradas. Para isso, contam com um sistema de detonação retardada, que impede a explosão no momento do impacto e garante que o artefato só seja acionado após atingir a profundidade desejada.

Geralmente lançadas por aeronaves militares, essas munições possuem uma estrutura reforçada e peso elevado, podendo chegar a cerca de duas toneladas. Além da complexidade tecnológica, o custo também é um fator relevante: cada unidade pode ultrapassar a casa dos milhões de dólares, sem considerar os gastos adicionais com logística e operação das missões aéreas.

Baixo custo torna arma estratégica

Estimadas em cerca de US$ 14 mil por unidade, essas armas são consideradas estratégicas por permitirem atingir diversos alvos com um único disparo, reduzindo a necessidade de lançamentos múltiplos.

Apesar dessa eficiência no campo de batalha, o uso desse tipo de armamento é alvo de forte restrição internacional. Um tratado firmado em 2008 baniu as bombas de fragmentação em mais de uma centena de países, principalmente devido ao alto risco para civis.

Isso ocorre tanto pela ampla área atingida quanto pela possibilidade de submunições não detonarem, permanecendo ativas no solo e oferecendo perigo mesmo após o fim dos conflitos.

O Brasil não aderiu ao acordo internacional que proíbe esse tipo de explosivo. O país possui um setor de defesa relevante no cenário global, e esse tipo de armamento figura entre os produtos comercializados para outras nações, o que também alimenta debates sobre sua utilização e regulamentação.

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