As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo. Apesar disso, os sintomas nem sempre aparecem de forma clara, o que pode dificultar o diagnóstico e atrasar o início do tratamento.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo. Apesar disso, os sintomas nem sempre aparecem de forma clara, o que pode dificultar o diagnóstico e atrasar o início do tratamento.
Diferentemente do que ocorre com homens, o infarto em mulheres pode não apresentar a clássica dor no peito. Em muitos casos, os sinais incluem náusea, cansaço extremo, falta de ar e desconforto generalizado, sintomas facilmente confundidos com outras condições.
A forma como as doenças se manifestam no corpo feminino pode levar a diagnósticos tardios. Isso acontece porque muitos sinais não são imediatamente associados a problemas graves, o que reduz a procura por atendimento médico.
Essa diferença está diretamente ligada aos hormônios, que influenciam o funcionamento do organismo ao longo da vida.
Influência hormonal
A enxaqueca, por exemplo, é três vezes mais comum em mulheres do que em homens. As crises podem se intensificar em fases de variação hormonal, como puberdade, gravidez e perimenopausa.
Os hormônios também impactam a saúde mental. Mulheres têm o dobro de chances de desenvolver ansiedade e depressão, condições que muitas vezes são subestimadas ou interpretadas de forma equivocada.
Doenças mais frequentes
A osteoporose é outro problema recorrente. Cerca de 80% dos diagnósticos da doença ocorrem em mulheres, o que aumenta o risco de fraturas, especialmente com o avanço da idade.
Além disso, doenças autoimunes, como lúpus e esclerose múltipla, também atingem majoritariamente o público feminino.
Importância da atenção aos sinais
A combinação de sintomas atípicos e fatores hormonais torna essencial que mulheres estejam atentas às mudanças no corpo e mantenham acompanhamento médico regular.
O diagnóstico precoce pode ser decisivo para o tratamento e para a redução de complicações em doenças que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa.
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