A saída de Pedro Espíndola do Big Brother Brasil 26 segue repercutindo meses após sua desistência do programa. Nesta semana, a defesa do ex-participante entrou com uma ação judicial contra a apresentadora Ana Maria Braga, alegando supostos discursos de ódio.
A saída de Pedro Espíndola do Big Brother Brasil 26 segue repercutindo meses após sua desistência do programa. Nesta semana, a defesa do ex-participante entrou com uma ação judicial contra a apresentadora Ana Maria Braga, alegando supostos discursos de ódio.
No processo, os advogados do curitibano afirmam que declarações feitas pela apresentadora em rede nacional teriam colocado em risco a vida e a integridade física de Pedro. A ação se baseia, principalmente, na fala em que Ana Maria disse que “não teria o desprazer de entrevistá-lo”, contrariando a tradição do programa Mais Você, que costuma receber participantes eliminados do reality.
Segundo a defesa, a declaração teria incentivado a hostilidade do público e intensificado a exposição negativa do ex-BBB. O documento também menciona outra fala da apresentadora, direcionada a uma participante, em que teria dito: “Se estivesse lá, bateria nessa Ana Paula”, interpretada pelos advogados como estímulo à violência.
A petição também inclui críticas diretas à apresentadora, com questionamentos sobre sua conduta e declarações consideradas ofensivas. O teor do documento classifica as falas como inadequadas e prejudiciais, ampliando a argumentação de dano moral.
Processo contra a Globo e indenização
Além da ação contra Ana Maria Braga, Pedro Espíndola também processa a TV Globo. A defesa sustenta que o ex-participante já havia informado à produção sobre problemas psiquiátricos antes de entrar no programa e que a família teria solicitado sua retirada, sem sucesso.
Os advogados alegam ainda que a exposição no reality causou prejuízos duradouros à imagem de Pedro, afetando sua vida pessoal e profissional. Outro ponto levantado é a suposta desigualdade de tratamento em relação a outros participantes, que teriam mantido contratos após deixarem o programa.
Após sua saída, Pedro não recebeu valores relacionados à participação nem cachês previstos, além de ter tido o contrato de representação comercial encerrado. A defesa contesta a decisão e afirma que não houve violação contratual por parte do cliente.
O valor da indenização solicitada é próximo ao prêmio final do programa, estimado em cerca de R$ 5,5 milhões. Até o momento, a emissora não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Relembre o caso
Pedro deixou o reality em janeiro após um episódio envolvendo a participante Jordana Morais, quando tentou beijá-la à força dentro da casa. O caso gerou forte repercussão e motivou a abertura de investigação por importunação sexual.
Em fevereiro, ele foi indiciado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A apuração foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, que analisou imagens e registros do programa.
De acordo com a defesa, o ex-participante não foi ouvido durante o processo por estar internado em uma clínica de reabilitação no interior do Paraná.
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