A mãe dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos desde o início de janeiro em Bacabal, fez um apelo público cobrando ajuda do Estado nas investigações. Em um depoimento comovente, ela relatou a dor do vazio cotidiano e o sentimento de abandono diante da falta de respostas concretas sobre o paradeiro dos filhos. O caso segue sob investigação, mas a família teme que a busca pelas crianças perca prioridade com o passar do tempo.
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, ainda ronda mist´ério e angústia para a família em Bacabal, no Maranhão. As crianças foram vistas pela última vez no dia 4 de janeiro e, desde então, o paradeiro permanece um mistério que intriga as autoridades. Em entrevista, a mãe, Clarice Cardoso, relatou a rotina de incertezas e a busca constante por qualquer indício que leve ao paradeiro dos filhos.
Rotina longe dos filhos
“É triste gente, o que estou passando é um sofrimento que não acaba nunca. Peço para Deus todos os dias para ele me dar um sinal. Limpar os olhos dessas pessoas que possam ver meu filho”, declarou emocionada.
A ausência das crianças trouxe um cenário de lembranças dolorosas e silêncio. A mãe descreve que a cada amanhecer a dor se intensifica ao perceber que os cômodos continuam vazios e que as tentativas de contato com os órgãos responsáveis nem sempre trazem uma resposta esperada.
“Todo dia acordar e poder não ver. Deito na cama não está mais eles lá, todos os dias tem sido mais difícil ainda, agora mando mensagem e não tenho resposta de nada. Me sinto abandonada”, afirmou.
Assista o vídeo:
Apelo à Secretaria de Segurança
Diante da falta de atualizações sobre as investigações, a mãe das crianças, direcionou um pedido direto à Secretaria de Segurança Pública. Clarice teme que o caso perca a prioridade nas diligências policiais e acabe caindo no esquecimento.
“Não desista dos meus filhos, não deixe cair no esquecimento, só me ajuda encontrar, só quero meus filhos de volta, viver minha vida (….) Hoje eu não tenho mais vida, não tenho mais vontade de viver, não tenho mais alegria, só estou viva, só Deus me sustentando, nem minha alma está aqui mais”, finalizou a entrevista.
Apelo nas redes sociais
Em publicação feita nas redes sociais nesta semana, Clarice Cardoso afirmou que muitas pessoas têm entrado em contato pedindo atualizações sobre o caso e cobrando informações sobre as buscas pelos filhos.
No desabafo, Clarice afirmou que pretende usar as redes sociais para pedir ajuda e chamar atenção para o desaparecimento das crianças. Segundo ela, a exposição na internet tem sido difícil por causa de críticas e julgamentos que passou a receber desde que o caso ganhou repercussão.
“Oi gente, bom dia. Muitas pessoas estão me pedindo para entrar nas redes sociais para pedir resposta dos meus filhos. A partir de hoje irei fazer isso, pedir socorro e também explicar o motivo de eu nunca ter aparecido aqui falando sobre o caso dos meus filhos”, escreveu.

Reprodução / redes sociais
Medo das redes após julgamentos
Ainda na publicação, a mãe afirmou que tem enfrentado um momento extremamente difícil e disse que teve receio de se manifestar anteriormente por causa das reações de parte dos internautas.
“Espero que vocês me respeitem e compreendam. O que vou falar a respeito disso tudo não é fácil. O que eu estou passando não é qualquer pessoa que suportaria. Fui muito julgada, apedrejada nas redes sociais e, com isso, acabei tendo medo da internet”, declarou.
Desaparecimento completa quase três meses
Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram em Bacabal, no interior do Maranhão, e o caso segue sem solução até o momento. Desde então, familiares e autoridades continuam tentando reunir informações que possam ajudar a esclarecer o paradeiro das crianças.
