O hospital DF Star informou ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-presidente Jair Bolsonaro necessita de pelo menos duas semanas de internação para tratar uma pneumonia e complicações renais. O ex-presidente, que foi transferido da prisão após passar mal, apresenta quadro estável, mas segue sob rigoroso ciclo de medicação. A defesa e familiares utilizam o relatório clínico para reforçar pedidos de progressão para a prisão domiciliar junto ao STF.
O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro motivou o envio de um relatório médico para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em resposta ao magistrado, o hospital DF Star, em Brasília, detalhou o prontuário do paciente, indicando que a permanência hospitalar deve se estender por mais 14 dias, contados a partir do início do atendimento.
O diagnóstico
O ex-presidente foi transferido emergencialmente da unidade prisional da Papudinha na última sexta-feira (13), após apresentar mal-estar acentuado, sendo diagnosticado posteriormente com pneumonia por broncoaspiração.
De acordo com o relatório médico encaminhado ao STF, o período de internação é fundamental para a conclusão do ciclo terapêutico, que envolve o uso de três classes distintas de medicamentos. O documento revela ainda que o ex-presidente enfrentou um problema renal agudo durante a emergência, mas apresenta melhora progressiva, mantendo-se consciente, estável e respirando sem auxílio de aparelhos.
A equipe médica do hospital, que integra a Rede D’Or, monitora a evolução do quadro para garantir que a resposta aos medicamentos seja plena antes de qualquer previsão de alta.
Expectativa de aliados
A divulgação do estado de saúde de Bolsonaro renovou as expectativas de familiares e aliados políticos quanto a uma possível mudança no regime de detenção.
Lideranças ligadas ao ex-presidente, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, têm mantido interlocução com o Judiciário para pleitear a transferência para a prisão domiciliar. A defesa argumenta que a gravidade do quadro infeccioso e as complicações renais recentes justificariam a medida, visando garantir a continuidade do tratamento em ambiente adequado e sob supervisão constante.
