Trump também tem defendido que outros países participem da segurança da via marítima, cobrando maior envolvimento de aliados e potências globais. No entanto, parte da comunidade internacional resiste à ideia de ampliar a participação militar, temendo uma escalada ainda maior do conflito.

Presidente dos EUA, Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)
Presidente dos EUA, Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) que avalia a possibilidade de encerrar as operações militares contra o Irã, ao mesmo tempo em que defendeu que a segurança do Estreito de Ormuz seja assumida por outras nações que dependem da rota estratégica para o transporte de petróleo.

Apesar da sinalização de uma eventual redução nas ações militares, o líder norte-americano deixou claro que não considera a hipótese de um cessar-fogo neste momento. Segundo ele, os Estados Unidos estariam em posição de vantagem no conflito, o que, em sua visão, inviabiliza qualquer negociação imediata para interromper os confrontos.

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“Estamos muito perto de atingir nossos objetivos militares, enquanto consideramos encerrar nossos grandes esforços no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. “O Estreito de Ormuz terá de ser vigiado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam, os Estados Unidos não o fazem!.”

Durante declarações à imprensa na Casa Branca, Trump reforçou que o objetivo de Washington, alinhado ao de Israel, é alcançar uma vitória no cenário de guerra. Ele também destacou a intensidade das ofensivas realizadas contra alvos iranianos, afirmando que os ataques têm sido extremamente duros.

Guerra se aproxima de três semanas

Com a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã se aproximando de três semanas, as forças americanas intensificam os esforços para neutralizar a capacidade iraniana de bloquear o Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

O governo iraniano tem recorrido a diferentes táticas para dificultar a navegação na região, incluindo o uso e a ameaça de minas marítimas, mísseis e drones armados. Esse cenário tem provocado uma forte redução no fluxo de embarcações pelo estreito, gerando preocupação global sobre o abastecimento energético.

Além disso, o Irã mantém ofensivas contra países vizinhos no Golfo Pérsico, o que amplia as tensões e aumenta os riscos para a estabilidade da economia internacional. Os reflexos já são sentidos nos mercados: o preço do petróleo voltou a subir e encerrou a semana em torno de 112 dólares por barril, acumulando valorização expressiva desde o início do conflito.

O impacto também atingiu o mercado financeiro. O índice S&P 500 registrou nova queda, acumulando perdas consecutivas nas últimas semanas, em meio à incerteza gerada pela escalada militar e seus efeitos sobre o comércio global e o fornecimento de energia.

Declarações contraditórias

Nos últimos dias, Donald Trump tem adotado um discurso oscilante em relação ao rumo do conflito com o Irã, alternando entre a possibilidade de um desfecho próximo e a sinalização de que não há urgência para encerrar as operações militares. Apesar dessas declarações, os movimentos recentes indicam que a guerra pode se prolongar.

Informações divulgadas pela imprensa norte-americana apontam que o país deve reforçar sua presença no Oriente Médio com o envio de novos contingentes do Corpo de Fuzileiros Navais, o que levanta a hipótese de uma eventual ofensiva terrestre. A mobilização amplia a atuação militar dos EUA na região em meio à escalada das tensões.

Na semana anterior, já havia sido anunciado o deslocamento de forças adicionais, incluindo três embarcações e cerca de 2.500 militares vindos do Japão. Paralelamente, reportagens indicam que o Pentágono pretende solicitar ao Congresso um pacote superior a 200 bilhões de dólares para custear as operações no conflito, o que reforça a expectativa de um envolvimento prolongado.

Ilha de Khark é peça-chave

Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, novas informações indicam que o governo dos Estados Unidos avalia uma estratégia mais agressiva para pressionar o Irã. De acordo com a imprensa internacional, a Casa Branca estuda a possibilidade de assumir o controle da Ilha de Khark, ponto estratégico responsável por grande parte das exportações de petróleo iraniano. A medida teria como objetivo forçar Teerã a restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de energia.

A eventual operação poderia envolver diretamente tropas do Corpo de Fuzileiros Navais, ampliando o nível de atuação militar dos EUA na região e elevando as tensões geopolíticas. A movimentação reforça os sinais de que o conflito pode ganhar novas proporções nos próximos dias.

Paralelamente, Trump voltou a criticar aliados da Otan, acusando-os de não colaborarem com ações militares nem atenderem ao pedido para envio de embarcações que auxiliem na proteção da navegação no estreito. Em declarações recentes, o líder norte-americano adotou um tom duro ao cobrar maior participação internacional.

Apesar de, anteriormente, ter afirmado que os Estados Unidos não dependiam de apoio externo, Trump indicou mudança de postura ao reconhecer a necessidade de reforço logístico. Segundo ele, a operação exige um volume significativo de recursos e presença naval, o que pode demandar maior cooperação de outras nações.

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