Hospital informa melhora clínica de Jair Bolsonaro, sem sinais de sepse, e STF pede manifestação da PGR sobre pedido de prisão domiciliar. Defesa alega quadro grave e demora no atendimento.

Entidades denunciam ameaças a jornalistas que cobrem internação de Bolsonaro em Brasília - Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entidades denunciam ameaças a jornalistas que cobrem internação de Bolsonaro em Brasília - Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado desde o dia 13 de março informou ao Supremo Tribunal Federal que o paciente apresenta melhora progressiva do quadro clínico, sem sinais de sepse e sem instabilidade.

O relatório médico serviu de base para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente.

Melhora clínica e estabilidade
De acordo com o hospital, Bolsonaro apresenta evolução positiva tanto do ponto de vista clínico quanto radiológico em relação ao quadro de pneumonia. O documento destaca que ele está com estabilidade hemodinâmica e já não necessita de suporte de oxigênio, que foi suspenso após as primeiras 24 horas de internação.

A equipe médica também aponta melhora em sintomas como falta de ar, cansaço e prostração, além da redução de marcadores inflamatórios e infecciosos. Exames complementares, como o ecocardiograma, indicaram função cardíaca normal, enquanto exames de imagem mostram regressão das alterações pulmonares.

Apesar da evolução favorável, o hospital informou que o ex-presidente ainda precisa seguir em tratamento com antibióticos e permanecer sob monitoramento clínico por um período que pode variar entre sete e 14 dias, a depender da resposta do organismo.

Defesa aponta quadro grave
A defesa de Bolsonaro, no entanto, sustenta que o quadro de saúde é mais delicado. No pedido encaminhado ao STF, os advogados alegam que o ex-presidente apresenta uma condição de “multimorbidade grave”.

Segundo a equipe jurídica, Bolsonaro teve um mal-estar durante a madrugada, com sintomas como febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio, sendo posteriormente diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de broncoaspiração.

Os advogados também afirmam que houve demora no atendimento médico enquanto ele ainda estava na unidade prisional conhecida como Papudinha. De acordo com a petição, os primeiros sintomas teriam surgido por volta das 2h, mas o atendimento só ocorreu às 6h45, intervalo que, segundo a defesa, aumentou o risco de complicações graves, como infecção generalizada.

Decisão depende da PGR
Agora, caberá à PGR analisar o pedido e emitir parecer, que será considerado pelo STF na decisão sobre a eventual concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.

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