Um labrador insistente acabou solucionando um mistério de 160 anos ao desenterrar uma prova crucial no quintal de casa. O cão encontrou o frasco de veneno usado em um dos assassinatos mais famosos da era vitoriana, que resultou em uma execução pública desastrosa e mudou as leis da Grã-Bretanha. Veja como a descoberta aconteceu.
O que parecia ser apenas a teimosia de um cão labrador chamado Stanley acabou se transformando na peça final de um quebra-cabeça criminal de 160 anos. Durante meses, o cão insistiu em cavar o mesmo ponto do jardim em Clyst Honiton, na Inglaterra, ignorando as tentativas do dono, Paul Phillips, de tapar o buraco. Ontem, a persistência do animal revelou um frasco azul da era vitoriana que escondia uma história de traição e morte.
O frasco “proibido” e o assassinato de 1865
Ao notar o brilho do vidro, Paul realizou uma pequena escavação e encontrou uma garrafa em perfeito estado com o aviso “Proibida a ingestão”. O objeto está diretamente ligado ao notório caso de Mary Ann Ashford, que em 1865 envenenou o chá do próprio marido, William, para ficar com o amante e herdar a fortuna da família. A revelação chocou a vizinhança, que agora entende por que o cão não desistia daquele local específico.

Crime macabro
O caso de Mary Ann não foi apenas um crime passional comum. Após ser condenada, ela foi enforcada diante de 20 mil pessoas em uma execução que deu errado, prolongando seu sofrimento por vários minutos. O horror da cena foi tão impactante na época que ajudou a mudar a opinião pública britânica, sendo fundamental para o fim dos enforcamentos públicos no país. Agora, o frasco desenterrado por Stanley reconecta a pacata vila ao seu passado mais sombrio.
