Tia de crianças encontradas mortas em Praia Grande relata desespero nas buscas, mobilização da comunidade e choque da família. Caso segue sob investigação, sem suspeitos até o momento.

Tia relata desespero em buscas por crianças encontradas mortas: ‘Rodamos tudo’

A tia de Henry Miguel, de 4 anos, e Pedro Henrique, de 6, descreveu o desespero vivido pela família durante as buscas pelas crianças, encontradas mortas dentro de um carro em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Em entrevista, Isabelle Coelho relatou como a mobilização começou poucas horas após o desaparecimento dos meninos.

Segundo ela, as crianças sumiram por volta das 14h, mas a família só percebeu a situação cerca de duas horas depois. Assim que soube, Isabelle saiu em busca dos sobrinhos.

“Quando eu soube, peguei uma bicicleta emprestada e fomos atrás. Rodamos tudo, a praia toda, todo canto”, contou.

Buscas intensas pela comunidade

A tia detalhou que as buscas mobilizaram dezenas de pessoas, incluindo moradores que ajudaram com carros, bicicletas e até a pé.

“Fui em hospital, em vários lugares. A gente recebeu informações de que tinham visto eles na orla, depois perto de um viaduto, mas a gente ia e eles não estavam”, relatou.

De acordo com Isabelle, mais de 20 pessoas participaram das buscas, percorrendo diferentes pontos da cidade na tentativa de localizar as crianças.

“Muita gente ajudando, gente de carro, de bicicleta, andando pela praia… a comunidade toda se mobilizou”, disse.

Rotina tranquila e ausência de conflitos

A familiar destacou que os meninos costumavam brincar na região e eram conhecidos por moradores da área, o que aumentou ainda mais o choque com o crime.

“Eles estavam brincando na frente da casa da avó. Todo mundo conhece eles aqui, eles não costumam sair dessa região”, afirmou.

Ela também ressaltou que a família não tinha conflitos ou histórico de ameaças.

“Nunca aconteceu nada. Todo mundo conhecia eles, eram crianças queridas”, completou.

Notícia da morte e revolta

A confirmação da morte das crianças chegou durante a madrugada, causando ainda mais dor à família.

“Por volta de meia-noite, recebi a notícia de que tinham encontrado eles mortos”, contou.

Abalada, Isabelle cobrou justiça e demonstrou indignação com o crime.

“A gente espera justiça, mas não adianta prender e depois soltar. Uma pessoa que faz isso pode fazer de novo”, afirmou.

Investigação segue em andamento

Os corpos das crianças foram encontrados dentro de um carro abandonado. Segundo a Polícia Civil, há sinais de agressão, e o caso segue sob investigação.

Até o momento, não há suspeitos identificados. As autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias do crime e responsabilizar os envolvidos.

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