Comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES) foi assassinada pelo ex-companheiro, agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com cinco disparos de arma de fogo.

Comandante da Guarda Municipal foi executada (Foto: Reprodução)
Comandante da Guarda Municipal foi executada (Foto: Reprodução)

A comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa, foi executada a tiros durante a madrugada desta segunda-feira (23), no bairro Caratoíra, na capital. O autor do crime é o ex-companheiro dela e agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Diego Oliveira de Souza.

Dois dias após ter ameaçado a mulher, o suspeito arrombou a porta da casa de Dayse, por volta da 1h, e cometeu feminicídio ao atingir a vítima na cabeça com cinco disparos. Em seguida, Diego atentou contra a própria vida*. Nenhum dos dois resistiram aos ferimentos.

 A delegada Raffaella Aguiar contou que o ex-namorado agia de forma controladora, e que a mulher vivia sob comportamentos tóxicos e abusivos do agente da PRF, medidas que fizeram Dayse colocar um ponto final no relacionamento. Diego, no entanto, não aceitava a decisão.

“As primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento. Não tinha nada formalizado. Agora, depois que aconteceu o crime, começaram as pessoas a comentar que ele era ciumento, possessivo, extremamente controlador. É importante para que outras mulheres percebam que a violência não começa naquele momento do disparo que ceifou a vida dela. A violência começa naquele primeiro controle”, revelou a delegada.

Dayse havia ingressado na corporação em 2012, e havia se tornado a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória. Ela deixou uma filha de oito anos. Em decorrência do crime, a Prefeitura de Vitória decretou luto oficial de três dias.

“Profissional exemplar, Dayse Barbosa destacou-se também como por sua firme atuação na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo de forma significativa para o enfrentamento à violência e para a construção de uma sociedade mais justa e segura. Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, diz o comunicado.

Vítima de feminicídio

Segundo o pai da vítima, Carlos Roberto Trindade Teixeira, o relacionamento era marcado por discussões e ameaças. “Ele ameaçava ela. Já tinha quebrado o trinco do portão, pegou a arma dela para ameaçar. O relacionamento deles era marcado por discussões e violência. Ele era uma pessoa muito temperamental. Eu aconselhava ela para terminar, mas ela não me ouvia”, lamentou.

*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la com ajuda médica. Conte também com o CVV pelo telefone 188.

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